Metodologia Doc Comparato
AUDIOVISUAL (Definição) adj. 1. que se destina a ou visa estimular os sentidos da audição e da visão simultaneamente (diz-se de qualquer comunicação, mensagem, recurso, material etc) 2. que utiliza som e imagem na transmissão de mensagens… (fonte: Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)
O processo de construção de um audiovisual normalmente passa pela seguinte linha de construção:
TEMA/ IDÉIA/ STORYLINE/ SINOPSE OU ARGUMENTO/ ROTEIRO/ STORYBOARD/ PRODUÇÃO/ PÓS-PRODUÇÃO
Seguindo esta linha de construção, através de seis etapas propostas por Doc Comparato em seu livro “Da Criação ao Roteiro”, temos uma metodologia para a construção de um audiovisual.
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METODOLOGIA PARA A CONSTRUÇÃO DE UM AUDIOVISUAL
Escolha do tema:
AVENTURA (western, ação, mistério, musical)
CRIME (psicológico, ação, social)
COMÉDIA (romântica, musical, infanto-juvenil)
MELODRAMA (ação, social, aventura, guerra, psicológico)
DRAMA (romântico, biográfico, social, musical, comédia)
OUTROS (fantasia, terror, desenhos animados, mudo, educativo)
PRIMEIRA ETAPA: IDÉIA
Um roteiro começa sempre a partir de uma idéia, de um fato, de um acontecimento que provoca no escritor a necessidade de relatar. A partir desta idéia iniciamos as etapas para desenvolvimento do roteiro em si.
SEGUNDA ETAPA: CONFLITO
A idéia audiovisual e dramática deve ser definida através de um conflito essencial. A este primeiro conflito, que será a base do trabalho do roteirista, chamaremos conflito-matriz. Começa aqui o trabalho de escrever: fazemos um esboço e começamos a imaginar a história, tendo como ponto de partida uma frase com a qual iremos desenvolver a storyline.
“SEM CONFLITO, SEM AÇÃO, NÃO EXISTE DRAMA”
STORYLINE: É a condensação do nosso conflito básico cristalizado em palavras. É contar o resumo de uma história que ainda não existe, com no máximo cinco ou seis linhas. Ela deve conter os três pontos chaves da história, durante aos quais:
- Alguma coisa acontece,
- Alguma coisa deve ser feita,
- Alguma coisa se faz.
A storyline contém em sua estrutura:
a apresentação do conflito,
o desenvolvimento do conflito
e a solução do conflito.
EX:
Idéia: “Fui ao enterro de um amigo. Três dias depois ele passeava pelas ruas de Nova York”.
Stoyline: “Jack vai ao enterro de seu amigo em Viena. Não se resigna, investiga e acaba descobrindo que o amigo não morreu: está vivo e encenou seu próprio enterro por que era procurado pela polícia. Descoberto pela curiosidade de Jack, o amigo é abatido pela balas da polícia”
Em resumo: um conflito audiovisual pode conter todos os conflitos:
homem versus homem,
homem versus forças da natureza
e homem versus ele próprio.
TERCEIRA ETAPA: PERSONAGENS
Chegou o momento de pensar em quem vai viver este conflito básico, restando criar estes personagens. Em sua composição, são três os fatores que temos de considerar:
- Fator físico: idade, peso, altura, presença, cor do cabelo, cor da pele…
- Fator social: classe social, religião, família, origens, trabalho que realiza, nível cultural…
- Fator psicológico: ambições, anseios, frustrações, sexualidade, perturbações, sensibilidade, percepções.
Atividade: Criar um personagem qualquer e uma situação de conflito para o personagem do aluno possa vivenciá-la. Que também identifique estas características em personagens de livros, filmes ou super-herói.
O desenvolvimento dos personagens se dá através da elaboração do argumento ou sinopse. Nesta fase começaremos a desenhar os personagens localizando a história no tempo e no espaço: a história começa aqui, passa por ali e acaba assim.
QUARTA ETAPA: AÇÃO DRAMÁTICA
A ação dramática já bastante desenvolvida pela etapa anterior vem auxiliar o complemento dessa definindo como vamos contar este conflito básico. Ao o que, quem, onde e quando, juntamos então o como. Para trabalhar na ação dramática, somos obrigados a construir uma estrutura (seqüências), que é um dos fundamentos do roteiro.
As seqüências organizam-se segundo uma unidade de ação, composta por cenas, determinadas pelas alterações do espaço e a participação dos personagens.
Atividade: Identificar em quantos lugares diferentes acontece uma história. Identificar os vários ambientes (locações) de um filme ou até mesmo de uma novela.
Segue-se com a construção das Escaletas
QUINTA ETAPA: TEMPO DRAMÁTICO
Nesta etapa iremos determinar como será desenvolvida a ação, seu tempo e função para a história. Os personagens se desenvolvem e são escritos seus diálogos. Todos os outros coadjuvantes estão presentes e descritos nas cenas, além da descrição da locação e das ações. Indicação de trilha sonora e efeitos especiais ou de edição também serão descritos quando necessários. Teremos então, finalmente, o primeiro rascunho do roteiro.
ROTEIRO: É a forma escrita de qualquer projeto audiovisual. Segundo Syd Field “é uma história contada em imagens, diálogo e descrição, dentro do contexto de uma estrutura dramática”.
SEXTA ETAPA: UNIDADE DRAMÁTICA
Neste ponto, o roteiro deve estar pronto para ser filmado ou gravado. Mas antes, um STORYBOARD deve ser desenvolvido para facilitar esta etapa de produção.
STORYBOARD: É a representação em forma de quadrinhos de todos os planos que irão compor cada cena. Serve para definir os enquadramentos e para visualizar se a ação descrita será compreensível através das imagens pré-determinadas ou quantidade. Embaixo de cada quadro podemos incluir o trecho do roteiro (diálogo ou ação), movimento de câmera, ruídos, trilha sonora ou efeitos especiais.