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Frozen 2

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Arriscar fazer a continuação de um filme de grande sucesso não é tarefa fácil. No caso de Frozen, até quem não viu o primeiro longa já viu em algum lugar a imagem da princesa de cabelos loiros trançados e vestido azul, e já ouviu o verso “Let it go” por aí… Felizmente a Disney não tem dificuldades em encarar esse desafio, com franquias de sucesso como Toy Story por exemplo.

A magia de Frozen vai além dos poderes de Elsa. Passa pela fórmula que foi novidade no primeiro filme e se repete intensamente no segundo: não se trata da história clichê das princesas Disneys (do príncipe que salva a princesa e vivem felizes para sempre) trata-se de uma relação de amor entre irmãs, e as princesas, apesar de contar com o auxílio de personagens masculinos, não dependem deles para enfrentar os desafios.

Frozen 2 encarou o desafio de fazer uma continuação sem estragar o roteiro do primeiro filme, construindo uma ligação entre passado e futuro que inclusive é tema do enredo. Com a qualidade da Disney, as cenas são belíssimas e a história carrega todas as emoções necessárias, levando das gargalhadas às lágrimas.

A diversão fica na maior parte do tempo por conta de Olaf, que consegue carregar muito bem essa responsabilidade. Na versão brasileira, merece crédito o trabalho de Porchat que foi excepcional na dublagem do boneco de neve segurando os momentos cômicos sem se perder na mera tradução das falas.

Falando em tradução, esse é um tópico que pessoalmente me incomoda em Frozen, tanto no primeiro, quanto no segundo filme. Isso porque perde-se muito do sentido das letras trocando as expressões “let it go” por “livre estou” (do 1o filme), fato que se repete com “into the unknown” e “minha intuição” nesse segundo. Porém, é compreensível pela sonoridade requerida pelas canções, o que torna o fato perdoável.

A animação é um ótimo programa para toda família. As crianças vão mais uma vez voltar à febre das aventuras de Elsa e Anna e os adultos vão ter algumas boas risadas enquanto acompanham os pequenos. Ótima pedida para as férias.

Spoiler do bem: tem cena pós créditos.
Por Thayssa Maira

Coringa

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Em meio a uma caótica Gotham City, do início da década de 80, uma cidade decadente, em grave crise econômica onde até o serviço de coleta de lixo é falha, propiciando infestação de ratos, a classe mais alta e privilegiada, segue bem e aproveita para manter sua influência na sociedade, entre estes, Thomas Wayne, que se lança como candidato à prefeitura, enquanto os mais pobres são a parte mais atingida pela falha dos serviços públicos.

Arthur Fleck (Phoenix), sofre de um distúrbio mental que o faz rir em momentos ansiosos/tensos, por isso ele se vê em situações constrangedoras e se mete em confusões por não conseguir se controlar e frequentemente seu riso descontrolado, se confunde com choro engasgado.

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Durante dia ele vive como palhaço, que trabalha no comércio, chamando atenção para lojas ou animando ala infantil de hospitais, a noite ele anseia em se tornar um comediante de stand up, pra isso ele passa seu tempo livre, assistindo comédias na televisão e anotando algumas piadas em seu diário, tão confuso como sua mente. Ele também cuida de sua mãe doente (Conroy) e seu sonho é ir ao programa de auditório de Murray Franklin (De Niro) e ser reconhecido pelas pessoas.

Em meio a isso tudo, ele vive uma crise de identidade e procura se encontrar, e encontrar o seu lugar nessa sociedade decadente, assim acaba se tornando um ícone, uma espécie de líder anárquico de uma revolução “proletária” reflexo de uma sociedade doente que, aqui fora no mundo real, facilmente daria voz a certos discursos neofascistas recentes.

O longa de Todd Phillips (Se Beber, Não Case), conta a origem de um dos vilões mais marcantes dos quadrinhos e também dos cinemas, coringa já foi interpretado por grandes atores, entre eles Jack Nicholson, Heath Ledger e Jared Leto todos  com interpretações bem icônicas nas telonas.

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O filme não é do tipo que se torce para o vilão, a representação de  Phoenix é sim digna de Oscar, ele toma o filme para si e sua boa atuação, vai muito além de sua transformação corporal,  sua personagem é crescente e parece se fazer mais forte a cada paulada que toma, deixando o espectador cada vez com mais asco desse palhaço doente e sem graça.

Tem uma estética dos anos 80,  como muitos elementos que remetem a Taxi Driver, não somete pela escalação de De Niro no elenco, mas principalmente por sua estética e enredo, de “drama psicológico”. Possui uma bela fotografia e uma trilha sonora e design de som envolventes. É um bom filme, tem um roteiro bem escrito, um enredo que prende  a atenção do espectador, mas peca nas cenas de violência gratuita e explicita.

 

 

Aquaman

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Quando for assistir Aquaman, e tiver a sensação de estar assistindo outro filme, não se preocupe, você está sim assistindo o mais novo filme da Warner/DC Comics. Com muitos clichês e muitas situações que lembram várias franquias tais como Guerra nas Estrelas, Indiana Jones e até mesmo 007, James Wan, diretor e produtor mais conhecido por filmes de terror e suspense tais como Annabelle, Insidious/Sobrenatural, Saw/Jogos Mortais e Invocação do Mal, entrega um longa que vai agradar  muito ao público em geral, e principalmente aos fãs da DC que já viram Batman, Superman e Mulher-Maravilha.

Estrelado por Jason Momoa (Arthur Curry/Aquaman) , Patrick Wilson ( Orm) Nicole Kidman (Rainha Atlanna), Amber Heard (Mera), Dolph Lundgren (Rei Nereus), Willem Dafoe (Vulko), o sexto filme do universo estendido da DC não é exatamente um filme de super-herói e sim um filme de aventura, com sequencias de ação e efeitos especiais caprichados, viagens mundo a fora, perseguições e pinceladas de romantismo aqui e acolá.

Aquaman conta a história de Arthur Curry, filho do faroleiro Thomas Curry com a Rainha Atlanna da lendária cidade de Atlantida, que destinado a ser rei, em princípio não quer esta responsabilidade, mas que na eminência de uma guerra entre o povo da superfície e o povo dos mares, se vê na obrigação de agir contra seu meio-irmão Orm que deseja ser o Mestre dos Oceanos e depois (para variar) dominar também o mundo da superfície. Para isto, ele precisa sair em busca do tridente do Rei Atlan, o artefato que só pode ser usado por quem seja merecedor (Thor?). Assim, com a ajuda de Mera, ele parte, viajando por várias regiões da terra, sendo perseguido pelos asseclas de seu meio-irmão liderados pelo vilão Arraia Negra, que por um motivo muito pessoal se torna seu maior inimigo.

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O filme tem um roteiro simplório, mas bem costurado. A excelente direção de arte, e os efeitos especiais trazem verossimilhança e beleza ao mundo subaquático, embora às vezes exagere na quantidade de luz e cores. Algumas incoerências, no entanto, podem ser notadas, como a sequência em que observamos veículos subaquáticos dotados da mais alta tecnologia, ao mesmo tempo que vemos tartarugas gigantes puxando algum tipo carga. Em outra, podemos observar que dentro destes mesmos veículos os personagens precisam nadar para se locomoverem. Mas o que me chamou mais atenção, foi o fato de os personagens principais poderem respirar tanto na água como na terra enquanto outros (normalmente soldados) precisam de armaduras cheias de água quando têm de cumprir alguma missão em terra.  Isto inclusive, é motivo de piada em determinado momento do filme.

Enfim, a história do irmão que luta contra outro irmão para assumir o trono, do vizir que não é leal, e da mocinha que ajuda o herói, já é mais que conhecida por todos nós. Mas neste caso, a história é bem contada, leve, divertida e sem compromisso ou pretensões mais sérias. Tem suas falhas, mas os acertos as superam com vantagem. Vai agradar ao espectador e o fará vibrar no cinema, assim como vibrou com o filme da Mulher Maravilha. A DC parece que está acertando o passo, ao deixar de lado o tom sério, cinzento com tendências para a realidade dos seus filmes anteriores, o que a faz se aproximar mais do espectador e das bilheterias do universo Marvel.

 

 

Mamma Mia: Lá vamos nós de novo

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Merecedor do slogan que apresenta de “filme mais alto astral do ano”, “Mamma Mia: Lá vamos nós de novo” é um longa leve, divertido e tocante. Mesclando passado e futuro, o musical mostra o antes e o depois dos acontecimentos do primeiro Mamma Mia.

Quem assistiu o primeiro filme vai gostar de desvendar a história de Donna (Maryl Streep/Lily James) ainda jovem, como ela foi parar na Grécia, e seu romance com os pais de Sophie, Harry (Colin Firth/Hugh Skinner), Bill (Stellan Skarsgård/Josh Dylan) e Sam (Pierce Brosnan/Jeremy Irvyne). Ao mesmo tempo também vai poder avançar no tempo e acompanhar Sophie (Amanda Seyfried), ao se ver grávida se descobrir como mãe, ao mesmo tempo em que se reconecta com a sua.

A participação de Cher vem brindar os espectadores com uma pitada de nostalgia e muito talento. E Maryl Streep é a cereja do bolo.Os atores que fazem a versão jovem dos personagens não deixam a desejar, apesar de em uma cena ou outra se distanciarem um pouco da atuação dos veteranos. Mas nada que prejudique o longa. Nesse quesito, estão bem as atrizes que interpretam as amigas de Donna e companheiras da banda Dynamos”, Rosie (Julie Walters/AlexaDavies) e Tanya (Chriatine Baranski/Jessica Keenan Wynn) com destaque para essa última, que está ótima não apenas na caracterização, mas na construção da personagem.

Um filme para todas as idades, ótimo para ser visto em familia, mas também pode ser uma injeção de alto astral para quem for sozinho. Recomendado.

Por Thayssa Maira

Operação Red Sparrow

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Em operação Red Sparrow, Jennifer Lawrence vive Dominika Egorova, uma mulher forte que contra sua vontade é selecionada para um treinamento no serviço de segurança Russo. Ela se torna um “pardal” e aprende a usar seu corpo como uma arma após um processo de treinamento duro e desumanizante, ela luta para manter-se forte para não perder sua essência.

Nate Nash, interpretado por Joel Edgerton, é seu primeiro alvo, ele é um oficial da CIA, eles acabam se envolvendo e se veem em meio a uma montanha russa, cheia de altos e baixos, em que sua atrações e decepções que ameaçam suas carreiras e a segurança de ambos os países.

A trama é extensa, densa, cheia de reviravoltas e conflitos psicológicos, se você não estiver muito atento ao enredo ficará perdido. Jennifer Lawrence faz um papel um diferente do que está acostumada, mas se entrega de alma e corpo, literalmente, a atriz aparece em algumas cenas totalmente nua,  o que elevou a classificação indicativa para 16 anos. Apesar de todo esse esforço ela não consegue segurar sozinha todo o filme.

O longa, ao contrário dos tradicionais filmes de agentes secretos, não é um filme de ação e sim um thriller de espionagem e drama, em que a tentativa de manter um clima de suspense em torno dos personagens, faz com que eles se tornem frios e sem personalidade, o tornando menos envolvente, mas possui sim algumas belas cenas e uma fotografia interessante.

Em resumo é um filme sensual, com várias cenas de sexo e nudez, algumas cenas fortes de violência, as personagens são rasas e a trama é cheia de rodeios que se estendem em 139 minutos de duração, o tornando extenso e meio arrasado.

Trama Fantasma

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Reynolds Woodcock é um famoso estilista criador de vestidos, ele juntamente com sua irmã Cyril, comandam a renomada casa Woodcock, a qual veste a realeza, damas da sociedade, debutantes, estrelas de cinema… A história se passa em Londres nos anos cinquenta, Reynolds é um homem muito sistemático com as suas coisas, ele se declara solteiro convicto, sendo assim inúmeras mulheres passaram em sua vida e todas foram inspiração para suas coleções, até que Alma, uma jovem de personalidade forte, surge e desorganiza toda a sua vida.

O longa recebeu seis indicações ao Oscar 2018, melhor filme, direção, ator, atriz coadjuvante, trilha original e figurino, para esse último, fica a minha aposta para levar a estatueta, pois é de fato um  luxo.  A verdade é que todo o elenco está impecável, da mesma forma estão os enquadramentos e a fotografia, isso sem falar da trilha sonora que também é formidável.

Daniel Day-Lewis é quem dá a vida a Woodcock, em uma atuação esplêndida o filme marca o final de sua carreira, uma vez  que ele anunciou ser este seu último filme, pois resolveu se aposentar. Em 1990 ele foi o ganhador do Oscar em Meu Pé Esquerdo, 2008 ele ganhou com Sangue Negro e em 2013 com Lincoln.

Trama Fantasma é um filme a frente do seu tempo, Paul Thomas Anderson é genial, e também faz jus a sua indicação ao Oscar, ele brinca com as nossas expectativas o tempo todo, enquanto estamos a espera do clímax, ele vem com um surpreendente anticlímax. Paul, construiu uma narrativa de três horas, e teve que espremer para caber em duas, mesmo assim, o longa é ainda um pouco extenso mas isso em nada o desmerece.

É uma obra em que os sentimentos e comportamentos humanos são discutidos e apesar de fortes, são também delicados e estão a um fio de se desfiar. Vale a pena conferir.

Pequena Grande Vida

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“Querida encolhi as crianças” conta a história… Ops filme errado! Muitas são as coincidências, entre Pequena Grande Vida e o filme do final da década de oitenta. O longa que conta a história de uma sociedade “alternativa”, de pessoas encolhidas a partir de uma fórmula “mágica”, desenvolvidas por cientistas com a desculpa que o mundo seria melhor e mais sustentável se todas as pessoas fossem pequenas  uma vez que a produção de lixo, poluição seria infinitamente menor.

A verdade é que a grande maioria das pessoas escolhiam o encolhimento com o objetivo de obter vida melhor, de luxo e riqueza, proporcionalmente o dinheiro passa a valer mais, pois os custos também são proporcionalmente mais baixos. Mas como na vida nem tudo são flores, o encolhimento também é utilizado como meio de punição, para pessoas que de alguma forma são uma ameaça no mundo dos grandes. Além disso, encolhimentos clandestinos causam danos mortais a pessoas que tem o desejo de se encolher mas não possuem dinheiro suficiente para se submeter aos métodos tradicionais.

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Em resumo, o longa faz uma crítica a sociedade atual, o modo como se organiza, vive se relaciona e consome, tem um fundo humanitário, e mostra com clareza  distorções e contrastes sociais, que existem da mesma forma no mundo dos grandes e dos pequenos.  Apesar de diminutas, a pessoas ainda são humanas, assim se tem espaço para romance, conflitos, medos e aflições.

Matt Damon da vida ao protagonista da trama, ele  se esforça em desempenhar bem seu papel, mas parece meio perdido pois a história não ajuda e nem de longe lembra suas boa atuações. Christoph Waltz é a melhor parte do filme, em um papel bem diferente de todos os outros já interpretados, ele acaba roubando  a cena.

O filme até começa bem, mas perde o foco, quer falar sobre tudo mas acaba não focando em nada. É digno apenas de sessão da tarde.

 

 

Lady Bird – A Hora de Voar

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Com cinco indicações ao Oscar 2018, incluindo melhor filme e melhor atriz, Lady Bird conta a história de uma adolescente, sua relação turbulenta com sua mãe, seus medos, angustias, descobertas e aceitação, dela mesma e dos outros. Prestes a terminar o high school, equivalente ao ensino médio aqui no Brasil, ela busca entrar para uma faculdade e assim sair de Sacramento sua cidade natal e alçar voos maiores, ser dona de sua própria vida.

Até aí nada de novo, apenas o retrato da vida como ela é, todo adolescente passa por isso, parece ser uma história água com açúcar, mas ao mesmo tempo é muito visceral, não tem quem não se identifique com a trama, o  roteiro e as atuações seguram a história,. Nossa protagonista, Lady Bird (Saoirse Ronan) é humana e cativante, sorri, chorra, mente, vive; da mesma forma sua mãe (Laurie Metcalf) que também mexe com nossas emoções. A cidade de Sacramento é quase uma personagem, retratada como uma alegoria de uma gaiola, onde a protagonista tem o desejo de libertar voando dali.

Lady Bird é um filme fabuloso, fala sobre amadurecimento, transição, tem diálogos fortes e belas atuações, vale a pena a assistir pois faz jus as suas indicações ao Oscar.

Três Anúncios Para Um Crime

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Três Anúncios para um Crime” (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) foi indicado a sete estatuetas para o Oscar 2018 e eleito pelo público o Melhor Filme do Festival de Toronto.

O longa conta a história de uma mãe, Mildred Hayes, e o brutal assassinato de sua filha, Angela Hayes. Desolada e com sede de justiça ela compra o espaço de três outdoors e cobra das autoridades competentes a resolução do caso, dessa forma ela enfrenta tudo e todos em sua pequena cidade de Ebbing no Estado de Missouri.

Quem interpreta Mildred é Frances McDormand, que faz jus a sua indicação ao Oscar, em uma atuação fantástica. Conseguimos sentir um turbilhão de sentimentos junto com ela. Woody Harrelson também está ótimo, ele vive o Chefe de Polícia Willoughby, que é cobrado por Mildred por sua incompetência para resolver o crime.

O filme possui um roteiro bem amarrado, cheio de surpresas e reviravoltas, em alguns momentos um toque de humor negro nos trás algum alívio cômico. A direção e a fotografia complementam de forma belíssima todo esse cenário de drama e suspense. Com certeza este  é um forte candidato a uma ou mais estatuetas.

O Que Te Faz Mais Forte

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O Que Te Faz Mais Forte é inspirado na história real de Jeff Bauman, um homem jovem que se tornou símbolo de esperança depois de ter sobrevivido ao atentado terrorista que ocorreu em 2013 na maratona de Boston.

Jake Gyllenhaal, é quem interpreta Jeff, que estava próximo a linha de chegada, com a intenção de reatar seu relacionamento com sua namorada Erin, a qual participava da corrida, quando ocorreu a explosão. Bauman fica gravemente ferido perdendo suas duas pernas. Depois ao recuperar sua consciência no hospital, ele anda é capaz de ajudar a polícia a identificar um dos terroristas. A partir daí sua jornada de aceitação e recuperação, não somente física mas também emocional, se inicia  com o apoio de sua família e amigos.

Jake Gyllenhaal entrega uma atuação espetacular, podemos sentir com ele as dores e as aflições as quais o personagem se encontra, e também, por algumas vezes, apesar de toda situação de penúria, conseguimos ainda ficar com raiva dele.

Tatiana Maslany é quem da a vida a Erin namorada do Jeff. A atriz é conhecida pelo seu trabalho em Orphan Blak, em que ela interpreta com louvor diversas personagens.  O modo como ela conduz Erin também é fantástica,  ela passa por poucas e boas ao lado de sua sogra Patty Bauman – Miranda Richardson- cuja a atuação não deixa a desejar completando o círculo de conflitos familiares.

O longa é sim um bom drama, possui um equilíbrio, mas apesar de sairmos do cinema reflexivos com o que vimos, fica faltando aquela atmosfera que nos tira o ar.

 

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