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Liga da Justiça

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O melhor filme da DC já lançado até agora. Sim, embora tenha algumas falhas no desenvolvimento do roteiro e dos personagens, situações mal exploradas e alguns efeitos de computação gráfica que em vários momentos deixam muito a desejar, o filme dirigido por Zack Snyder e finalizado por Joss Whedon, entrega diversão e ação, num filme sem maiores pretensões dramáticas.

Mais leve e divertido que os filmes anteriores, deixa para trás o tom sombrio e pesado que Homem de Aço e Batman vs Superman: A origem da Justiça, haviam estabelecido. O longa começa lidando, com algumas das consequências trazidas pelos dos confrontos vistos nos filmes anteriores, nos faz contemplar a consternação mundial que a morte do Super-Homem causou, ao mesmo tempo que nos apresenta o Lobo da Estepe, o novo vilão, que para variar, quer dominar e destruir a terra.

Somos apresentados ao reino de Atlantis e ao Aquaman (Jason Momoa), que inicialmente se mostra descompromissado e beberão, a Victor Stone (Ray Fisher), o Ciborgue, ensimesmado e depressivo em função de sua condição, e por fim, a Barry Allen (Ezra Miller) o Flash, que apesar de seus poderes, quer se entrosar com as pessoas e achar seu lugar na sociedade. Batman (Ben Affleck) e Mulher Maravilha (Gal Gadot) formam a dupla que será o fio condutor que irá reunir estes heróis, criando a Liga da Justiça.

O roteiro é previsível, mas nos permite acompanhar bem o desenrolar da história. Com algumas dificuldades iniciais, os heróis acabam se entrosando criando um clima de camaradagem, companheirismo e entrosamento. Mas ao perceberem que mesmo unindo seus poderes, não são páreo para o vilão e sua horda de para-demônios, chegam a conclusão que somente com a ajuda de um outro herói poderão obter êxito. E você sabe bem quem é este herói.

No final tudo se resolve, temos um filme que agrada, e que nos faz sair do cinema querendo ver mais deste grupo, que conforme dica da Mulher Maravilha poderá no futuro, contar com novos heróis. Divirta-se e não deixe de assistir as cenas pós crédito.

 

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Por Álvaro Machado

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Star Trek Discovery – Primeiras impressões

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Sou fã de carteirinha de Jornada nas Estrela, tenho em casa todos os DVD´s das séries, e as acompanho desde seus primórdios. Fiquei entusiasmado quando Star Trek Discovery foi anunciada e esperei ansioso pela estreia. Mas devo confessar que a série, que está em exibição no Netflix, com episódios inéditos todas as segundas-feiras, não me convenceu, e em certo ponto até me decepcionou.

Achei interessante a mudança de foco, quando tiram do capitão o protagonismo da série, mas ao mesmo tempo me incomodam outras mudanças tanto no conceito, quanto nos princípios estabelecidos desde sempre em toda a franquia. Não estou me referindo, por exemplo, à 1ª diretriz (desobedecida logo de cara no primeiro episódio) que em todas as séries só é observada quando convêm ao roteiro. Isto é normal e já aconteceu inclusive na nova franquia estabelecida no cinema por JJ Abrams. O problema principal, na minha visão, é a mudança de princípios.

Alguém que conhece a franquia pode imaginar um primeiro oficial (ainda por cima meio Vulcana) se amotinando, agredindo seu capitão e desobedecendo as ordens? Pode imaginar o capitão Kirk, ou os capitães Picard (Nova Geração), Archer (Enterprise), Sisco (Deep Space Nine) ou a capitã Jenaway (Voyager) aprisionado e usando um ser inteligente e senciente para qualquer tipo de propósito? Acredito que não. Mas, o capitão Lorca da NCC-1301 Discovery é, e ainda por cima, com a conivência e ajuda da Michael Burnham (personagem principal da série), a primeira oficial amotinada em toda a história da Federação Unida de Planetas. Nesta época não sabemos por onde anda Spock ou quantos anos ele deve ter (como sabemos, os Vulcanos vivem muito mais que os humanos), mas tenho certeza que ele jamais tomaria qualquer atitude que fosse de encontro às normas da federação, contra as ordens do capitão Kirk, ou que pudesse colocar em risco a Enterprise e/ou sua tripulação.

Está claro que a ideia dos roteiristas é mostrar os conflitos que a dicotomia de Michael, nascida humana (sim, embora o nome deixe dúvidas, é um personagem feminino) e criada como vulcana traz ao personagem. Mas será que depois de viver a maior parte de sua vida em Vulcano, sendo instruída e educada por Sarek, pai de Spock e provavelmente convivendo com ele; mais os sete anos em que foi a “Número Um” da nave Shenzhou acompanhando a capitã Georgiou (esta sim, uma capitã digna dos outros) não foram suficientes para que ela absorvesse os princípios mais básicos e fundamentais da Frota Estelar, levando-a a se amotinar, e começar uma guerra que na primeira batalha destruiu dezenas de naves da federação e matou mais de oito mil pessoas? Mesmo diante de todas as justificativas oferecidas, (como diria meu velho e saudoso pai), explica, mas não justifica.

Outra questão, passa pelos Klingons (eternos inimigos da Federação). Achei muito lógico, coerente e diferente coloca-los falando sua língua original, mas podia ter ficado só nisto. Porque muda-los tanto fisicamente? Depois desta nova mudança, passei a considera-los a raça mais “mutante ” da galáxia. Na série original eram parecidos com os humanos. O que os diferenciava era a cor da pele, um pouco mais bronzeada, sobrancelhas levantadas, barba e bigode no estilo chinês. Na época dos filmes do cinema e nas outras séries, foram definidos com a aparência do tenente Worf – Michael Dorn, ator que o interpretava, foi o ator que mais participou de episódios nas várias séries de Jornada nas Estrelas – personagem recorrente tanto em Jornada nas Estrelas – Nova Geração, quanto em Deep Space Nine. Esta definição que achei, seria definitiva, foi também apresentada e preservada na série Enterprise do capitão Archer (onde tentaram dar uma explicação “meia-boca” para a primeira mudança de fisionomia) que é anterior a época do capitão Kirk. Mas e agora? Por que mudaram tudo novamente? Alguém já percebeu que de lado, a cabeça de alguns deles parece com a do Alien (chamem a Sigourney Weaver). Porque mudar a fisionomia da raça Klingon mais uma vez? O que diria Kahless sobre isto? Como se explica isto dentro do cânone?

 

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Diferença dos Klingons

 Às vezes parece que estou assistindo uma série totalmente diferente daquelas com as quais me acostumei e já revi tantas vezes. Embora faça referência e homenageie a série original (preste atenção ao excelente vídeo de abertura) com feisers, comunicadores e tricorders, as naves são totalmente diferentes e com avanços e recursos tecnológicos inimagináveis tais como comunicação holográfica em 3D e dobra espacial instantânea (onde você pisca e está do outro lado da galáxia). As naves têm mais recursos que a Voyager da capitã Janeway que era a nave mais sofisticada já criada pela federação, muitos e muitos anos depois. Se tivesse estas tecnologias, ela não precisaria ter ficado tanto tempo perdida no quadrante delta, não é verdade?

Será que estou sendo muito crítico? Muito imediatista? Muito purista? Será que nos próximos capítulos a história vai evoluir para o que conhecemos, gostamos e esperamos? Se era para fazer uma nova série de Star Trek tão diferente, poderiam simplesmente chama-la Discovery, mudar o nome dos inimigos, criar uma outra coalisão de planetas e pronto. Gene Roddenberry (O Grande Pássaro da Galáxia) criador da série deve estar se revirando no túmulo.

Por Álvaro Machado

Blade Runner – 2049

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Quando Ridley Scott lançou Blade Runner – O Caçador de Androides em 1982, eu tinha 21 anos e maioria de vocês leitores, ainda não tinham nem nascido. Na época, a história dos replicantes, incríveis e sofisticados androides “replicados” dos humanos simplesmente me arrebatou. O filme era a busca e a celebração da vida, e por isto passei a considerar este filme o melhor filme que eu já tinha visto em minha vida. Alguém um dia me disse que a única certeza na vida é que um dia vamos morrer. Mas a única incerteza é sabermos quando. A diferença na época, é que eles, os replicantes sabiam. Sabiam exatamente quanto tempo de vida tinham e quando iriam morrer. Esta certeza que permeou o primeiro filme trouxe várias e longas discussões filosóficas acerca da moral, da ética e do direito que temos de viver ou simplesmente sobreviver. As várias versões, ao todo sete, lançadas em vídeo, só ajudaram nesta discussão e acabaram transformando o longa num clássico. Quem não viu, deveria ver.

Mas mesmo que você não tenha assistido, nesta continuação você vai encontrar a mesma ambientação (novamente merchandising da Coca-cola), o mesmo momento (embora tenham se passado 30 anos) e os mesmos motivos para novas discussões. O caçador agora é outro (Ryan Gosling), o oficial K, que “aposenta” os replicantes rebeldes e foragidos da polícia de Los Angeles, Mas ao fazê-lo, acaba por descobrir um segredo que poderia pôr em risco toda a sociedade e deflagrar uma guerra entre os humanos e os agora modernos e atualizados replicantes. A premissa, é a mesma, vida. Vida que gera vida, seja ela natural ou artificial.

Se você teve a oportunidade, assim como eu, de assistir o primeiro filme e gostou, vai gostar deste também, mas se não assistiu, também não vai se decepcionar. A trilha sonora não é Vangelis, mas traz as mesmas emoções. O diretor não é Ridley Scott, que neste longa é apenas produtor, mas Denis Villeneuve, sabe nos conduzir a todas as questões que o ano de 2049 pode levantar sobre nós, sobre a vida, e quem sabe até mesmo sobre replicantes.

 

Por Álvaro Machado

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

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Luc Besson está de volta. O produtor, diretor e roteirista de filmes com grande sucesso, dos quais eu destaco – Nikita, O Profissional, O Quinto Elemento, Joana D`Arc, e Lucy – conseguiu finalmente realizar seu sonho de levar para as telas a adaptação da Graphic Novell de ficção científica francesa de 1967 Valerian: O Agente Espaço-Temporal.

Idealizado por ele logo após O Quinto Elemento em 1997, o longa acabou não sendo executado pelo fato de exigir efeitos especiais que na época os estúdios não eram capazes de criar (assim como James Cameron com Avatar). Para se ter uma ideia, o filme conta com mais de 2350 efeitos especiais que criaram universos, planetas, diversas espécies alienígenas e paisagens inconcebíveis sem os efeitos digitais de hoje. Foram 10 meses de pós-produção, para seis meses de filmagem, o que o tornou, o filme mais caro do cinema francês da atualidade.

Estrelado por Dane DeHaan (O Espetacular Homem-Aranha 2) como Valerian e Cara Delevingne (Esquadrão Suicida) como Laureline, o elenco tem ainda Clive OwenEthan HawkeJohn Goodman, Herbie Hancock, e a participação especial de Rihanna que aparece em “diversas versões”.

O longa é ambientado na gigantesca estação especial Alpha que abriga milhares de alienígenas provenientes de todo o universo, com economia própria e que respeita hábitos e cultura de cada raça. Que vivem em setores específicos de acordo com as necessidades atmosférica e biológicas que necessitam. Mas como não poderia deixar de ser, em determinado momento, a estação passa a ser ameaçada de destruição, momento no qual nossos heróis Valerian e Laureline entram em cena. Com um pouco de romance, muita ação e um visual fantástico, o filme traz consigo de uma maneira muito especial e bem cuidada, todos aqueles conceitos que já conhecemos das produções de ficção científica, tais como naves com velocidade de dobra espacial, tele transporte, transmorfos e viagem no tempo.

Em determinadas cenas, parece que estamos dentro de um gigantesco videogame (vale muito a pena ver em 3D), e muito vai me admirar se já não houve um a ser lançado. Os protagonistas seguram bem os seus respectivos papeis, embora me incomode o fato de parecerem muito jovens para o papel que desempenham. Valerian (Dane Dehaan) não tem idade e seu jeito de adolescente (principalmente em questões de ordem pessoal) em momento algum transmite a autoridade de um major. Mas se você gosta de aventura e ação, vai aproveitar e gostar. Bom lembrar que Luc Besson já está com o roteiro da próxima aventura de Valerian pronto.

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Por Álvaro Machado

Planeta dos Macacos: A Guerra

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Ave César. A tradicional saudação ao grande imperador romano nunca faria sentido se fosse prestada ao personagem César (Andy Serkis) nos filmes anteriores da nova franquia que, como virou moda na indústria de cinema século 21, deu um “rebbot” nos antológicos filmes da série “Planeta dos Macacos” do final da década de 60 e início da década de 70.

Mas neste filme, após vários anos vivendo em paz, César e seu grupo são forçados a entrarem em uma guerra, liderada por um coronel (Woody Harrelson) que não tem qualquer tipo de escrúpulos ou piedade, onde centenas de macacos perdem a vida, podemos ver, um César que é forçado a abandonar seus princípios e instintos mais “humanos” para buscar vingança sem misericórdia, tornando-se digno do César da antiguidade.

Respeitoso com a franquia original, o longa dirigido por Matt Reeves e estrelado por Andy Serkis (César), Woody Harrelson (Coronel), Karin Konoval (Maurice), Judy Greer (Cornelia), Steve Zahn, Aleks Paunovic e Sara Canning, não a perde de vista. Claro que não podemos comparar os efeitos especiais que a cada cena nos surpreendem, principalmente no que se refere aos macacos. O moderno sistema de captura de movimentos que hoje substituem as antigas máscaras de látex, permitem aos atores interpretações que nos impactam diretamente pelos sentimentos transmitidos.

Com muita ação e sentimentos à flor da pele, o filme se desenvolve num ritmo coerente e ágio, levando o espectador a esquecer os seus 160 minutos de duração. Também, com muita coerência explica algumas situações que só farão sentido no futuro, mas que fazem diferença para aqueles que conhecem a franquia anterior. Dizem que estes novos filmes compunham uma trilogia, mas pelo andar da carruagem, podemos dar como certo que novos filmes virão. Tem muita história para ser contada, e as pistas estão lá.

 

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Escrito por Álvaro Machado

Dunkirk

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O longa se passa durante a Segunda Guerra Mundial, as tropas aliadas estão “encurraladas” na praia de Dunkik,  de um lado cercados pela Alemanha, e de outro mar.

A narrativa dirigida por Christopher Nolan não é tradicional, se passa em três tempos distintos,  o tempo que se passa na terra conta história de dois soldados que estão na praia juntamente com os outros milhares de combatentes que esperam por um milagre, para sair daquele inferno.

O tempo que se passa no mar, retrata a história de um dos civis britânicos,  os quais, de forma voluntária, partiram da Inglaterra em direção ao resgate dos conterrâneos.

E por fim o tempo que retrata a batalha no ar mostra os momentos tensos de três pilotos das forças aliadas,  que em meio algumas dificuldades tentam impedir os ataques e bombardeios dos Alemães.

O filme é de poucos diálogos, não é romântico, mas é do tipo que já começa no clímax, a sequencia inicial é tensa e essa tensão perdura por toda trama.  A trilha sonora é um show a parte e casa perfeitamente com os cortes e colaboram para que a atenção do espectador seja mantida.

Nolan, mais uma vez acertou o tom, e com maestria!

Assista em IMAX!

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Star Trek – Sem Fronteiras

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startrek_1A famosa Enterprise encontra-se no terceiro ano (de cinco) da sua missão: explorar novos mundos… para pesquisar novas vidas… novas civilizações… audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.

Tudo segue bem, mas de forma entediante, até o momento que o Capitão Kirk (Chris Pine) recebe um chamado de socorro, dispostos a ajudar a tripulação parte para mais uma aventura, eles só não esperavam que a nave seria atacada de modo que é preciso abandoná-la. Eles caem em um planeta desconhecido onde grande parte da tripulação foi feita refém e nossos heróis vão trabalhar para salvá-los e também salvar uma base da federação de uma arma mortífera que esta de posse do vilão Krall (Idris Elba).

O longa tem uma produção incrível, a sequência em que a nave é atacada é bastante empolgante e rica em detalhes. Em outros momentos o filme tem várias cenas de ação também muito bem produzidas.

Desde 2009 J.J. Abrans, tem feito um ótimo trabalho, ele realmente consegue, de maneira formidável, traduzir o espírito da série. Elogios a Simon Pegg (que vive na série o engenheiro Scotty), também não faltam; ele juntamente com Doug Jung escreverem um roteiro quase que impecável, por se tratar do terceiro filme da franquia, eles optam por não perder tempo apresentendo personagens e já partem para ação logo no início do filme.

Em resumo, Star Treck é um ótimo filme, que com certeza agradará aos fãs que irão se emocionar nas cenas finais.

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