
“Querida encolhi as crianças” conta a história… Ops filme errado! Muitas são as coincidências, entre Pequena Grande Vida e o filme do final da década de oitenta. O longa que conta a história de uma sociedade “alternativa”, de pessoas encolhidas a partir de uma fórmula “mágica”, desenvolvidas por cientistas com a desculpa que o mundo seria melhor e mais sustentável se todas as pessoas fossem pequenas uma vez que a produção de lixo, poluição seria infinitamente menor.
A verdade é que a grande maioria das pessoas escolhiam o encolhimento com o objetivo de obter vida melhor, de luxo e riqueza, proporcionalmente o dinheiro passa a valer mais, pois os custos também são proporcionalmente mais baixos. Mas como na vida nem tudo são flores, o encolhimento também é utilizado como meio de punição, para pessoas que de alguma forma são uma ameaça no mundo dos grandes. Além disso, encolhimentos clandestinos causam danos mortais a pessoas que tem o desejo de se encolher mas não possuem dinheiro suficiente para se submeter aos métodos tradicionais.

Em resumo, o longa faz uma crítica a sociedade atual, o modo como se organiza, vive se relaciona e consome, tem um fundo humanitário, e mostra com clareza distorções e contrastes sociais, que existem da mesma forma no mundo dos grandes e dos pequenos. Apesar de diminutas, a pessoas ainda são humanas, assim se tem espaço para romance, conflitos, medos e aflições.
Matt Damon da vida ao protagonista da trama, ele se esforça em desempenhar bem seu papel, mas parece meio perdido pois a história não ajuda e nem de longe lembra suas boa atuações. Christoph Waltz é a melhor parte do filme, em um papel bem diferente de todos os outros já interpretados, ele acaba roubando a cena.
O filme até começa bem, mas perde o foco, quer falar sobre tudo mas acaba não focando em nada. É digno apenas de sessão da tarde.