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Arquivo do autor:Fernanda Alyssa

Aquaman

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Quando for assistir Aquaman, e tiver a sensação de estar assistindo outro filme, não se preocupe, você está sim assistindo o mais novo filme da Warner/DC Comics. Com muitos clichês e muitas situações que lembram várias franquias tais como Guerra nas Estrelas, Indiana Jones e até mesmo 007, James Wan, diretor e produtor mais conhecido por filmes de terror e suspense tais como Annabelle, Insidious/Sobrenatural, Saw/Jogos Mortais e Invocação do Mal, entrega um longa que vai agradar  muito ao público em geral, e principalmente aos fãs da DC que já viram Batman, Superman e Mulher-Maravilha.

Estrelado por Jason Momoa (Arthur Curry/Aquaman) , Patrick Wilson ( Orm) Nicole Kidman (Rainha Atlanna), Amber Heard (Mera), Dolph Lundgren (Rei Nereus), Willem Dafoe (Vulko), o sexto filme do universo estendido da DC não é exatamente um filme de super-herói e sim um filme de aventura, com sequencias de ação e efeitos especiais caprichados, viagens mundo a fora, perseguições e pinceladas de romantismo aqui e acolá.

Aquaman conta a história de Arthur Curry, filho do faroleiro Thomas Curry com a Rainha Atlanna da lendária cidade de Atlantida, que destinado a ser rei, em princípio não quer esta responsabilidade, mas que na eminência de uma guerra entre o povo da superfície e o povo dos mares, se vê na obrigação de agir contra seu meio-irmão Orm que deseja ser o Mestre dos Oceanos e depois (para variar) dominar também o mundo da superfície. Para isto, ele precisa sair em busca do tridente do Rei Atlan, o artefato que só pode ser usado por quem seja merecedor (Thor?). Assim, com a ajuda de Mera, ele parte, viajando por várias regiões da terra, sendo perseguido pelos asseclas de seu meio-irmão liderados pelo vilão Arraia Negra, que por um motivo muito pessoal se torna seu maior inimigo.

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O filme tem um roteiro simplório, mas bem costurado. A excelente direção de arte, e os efeitos especiais trazem verossimilhança e beleza ao mundo subaquático, embora às vezes exagere na quantidade de luz e cores. Algumas incoerências, no entanto, podem ser notadas, como a sequência em que observamos veículos subaquáticos dotados da mais alta tecnologia, ao mesmo tempo que vemos tartarugas gigantes puxando algum tipo carga. Em outra, podemos observar que dentro destes mesmos veículos os personagens precisam nadar para se locomoverem. Mas o que me chamou mais atenção, foi o fato de os personagens principais poderem respirar tanto na água como na terra enquanto outros (normalmente soldados) precisam de armaduras cheias de água quando têm de cumprir alguma missão em terra.  Isto inclusive, é motivo de piada em determinado momento do filme.

Enfim, a história do irmão que luta contra outro irmão para assumir o trono, do vizir que não é leal, e da mocinha que ajuda o herói, já é mais que conhecida por todos nós. Mas neste caso, a história é bem contada, leve, divertida e sem compromisso ou pretensões mais sérias. Tem suas falhas, mas os acertos as superam com vantagem. Vai agradar ao espectador e o fará vibrar no cinema, assim como vibrou com o filme da Mulher Maravilha. A DC parece que está acertando o passo, ao deixar de lado o tom sério, cinzento com tendências para a realidade dos seus filmes anteriores, o que a faz se aproximar mais do espectador e das bilheterias do universo Marvel.

 

 

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Mamma Mia: Lá vamos nós de novo

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Merecedor do slogan que apresenta de “filme mais alto astral do ano”, “Mamma Mia: Lá vamos nós de novo” é um longa leve, divertido e tocante. Mesclando passado e futuro, o musical mostra o antes e o depois dos acontecimentos do primeiro Mamma Mia.

Quem assistiu o primeiro filme vai gostar de desvendar a história de Donna (Maryl Streep/Lily James) ainda jovem, como ela foi parar na Grécia, e seu romance com os pais de Sophie, Harry (Colin Firth/Hugh Skinner), Bill (Stellan Skarsgård/Josh Dylan) e Sam (Pierce Brosnan/Jeremy Irvyne). Ao mesmo tempo também vai poder avançar no tempo e acompanhar Sophie (Amanda Seyfried), ao se ver grávida se descobrir como mãe, ao mesmo tempo em que se reconecta com a sua.

A participação de Cher vem brindar os espectadores com uma pitada de nostalgia e muito talento. E Maryl Streep é a cereja do bolo.Os atores que fazem a versão jovem dos personagens não deixam a desejar, apesar de em uma cena ou outra se distanciarem um pouco da atuação dos veteranos. Mas nada que prejudique o longa. Nesse quesito, estão bem as atrizes que interpretam as amigas de Donna e companheiras da banda Dynamos”, Rosie (Julie Walters/AlexaDavies) e Tanya (Chriatine Baranski/Jessica Keenan Wynn) com destaque para essa última, que está ótima não apenas na caracterização, mas na construção da personagem.

Um filme para todas as idades, ótimo para ser visto em familia, mas também pode ser uma injeção de alto astral para quem for sozinho. Recomendado.

Por Thayssa Maira

Operação Red Sparrow

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Em operação Red Sparrow, Jennifer Lawrence vive Dominika Egorova, uma mulher forte que contra sua vontade é selecionada para um treinamento no serviço de segurança Russo. Ela se torna um “pardal” e aprende a usar seu corpo como uma arma após um processo de treinamento duro e desumanizante, ela luta para manter-se forte para não perder sua essência.

Nate Nash, interpretado por Joel Edgerton, é seu primeiro alvo, ele é um oficial da CIA, eles acabam se envolvendo e se veem em meio a uma montanha russa, cheia de altos e baixos, em que sua atrações e decepções que ameaçam suas carreiras e a segurança de ambos os países.

A trama é extensa, densa, cheia de reviravoltas e conflitos psicológicos, se você não estiver muito atento ao enredo ficará perdido. Jennifer Lawrence faz um papel um diferente do que está acostumada, mas se entrega de alma e corpo, literalmente, a atriz aparece em algumas cenas totalmente nua,  o que elevou a classificação indicativa para 16 anos. Apesar de todo esse esforço ela não consegue segurar sozinha todo o filme.

O longa, ao contrário dos tradicionais filmes de agentes secretos, não é um filme de ação e sim um thriller de espionagem e drama, em que a tentativa de manter um clima de suspense em torno dos personagens, faz com que eles se tornem frios e sem personalidade, o tornando menos envolvente, mas possui sim algumas belas cenas e uma fotografia interessante.

Em resumo é um filme sensual, com várias cenas de sexo e nudez, algumas cenas fortes de violência, as personagens são rasas e a trama é cheia de rodeios que se estendem em 139 minutos de duração, o tornando extenso e meio arrasado.

Trama Fantasma

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Reynolds Woodcock é um famoso estilista criador de vestidos, ele juntamente com sua irmã Cyril, comandam a renomada casa Woodcock, a qual veste a realeza, damas da sociedade, debutantes, estrelas de cinema… A história se passa em Londres nos anos cinquenta, Reynolds é um homem muito sistemático com as suas coisas, ele se declara solteiro convicto, sendo assim inúmeras mulheres passaram em sua vida e todas foram inspiração para suas coleções, até que Alma, uma jovem de personalidade forte, surge e desorganiza toda a sua vida.

O longa recebeu seis indicações ao Oscar 2018, melhor filme, direção, ator, atriz coadjuvante, trilha original e figurino, para esse último, fica a minha aposta para levar a estatueta, pois é de fato um  luxo.  A verdade é que todo o elenco está impecável, da mesma forma estão os enquadramentos e a fotografia, isso sem falar da trilha sonora que também é formidável.

Daniel Day-Lewis é quem dá a vida a Woodcock, em uma atuação esplêndida o filme marca o final de sua carreira, uma vez  que ele anunciou ser este seu último filme, pois resolveu se aposentar. Em 1990 ele foi o ganhador do Oscar em Meu Pé Esquerdo, 2008 ele ganhou com Sangue Negro e em 2013 com Lincoln.

Trama Fantasma é um filme a frente do seu tempo, Paul Thomas Anderson é genial, e também faz jus a sua indicação ao Oscar, ele brinca com as nossas expectativas o tempo todo, enquanto estamos a espera do clímax, ele vem com um surpreendente anticlímax. Paul, construiu uma narrativa de três horas, e teve que espremer para caber em duas, mesmo assim, o longa é ainda um pouco extenso mas isso em nada o desmerece.

É uma obra em que os sentimentos e comportamentos humanos são discutidos e apesar de fortes, são também delicados e estão a um fio de se desfiar. Vale a pena conferir.

Pequena Grande Vida

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“Querida encolhi as crianças” conta a história… Ops filme errado! Muitas são as coincidências, entre Pequena Grande Vida e o filme do final da década de oitenta. O longa que conta a história de uma sociedade “alternativa”, de pessoas encolhidas a partir de uma fórmula “mágica”, desenvolvidas por cientistas com a desculpa que o mundo seria melhor e mais sustentável se todas as pessoas fossem pequenas  uma vez que a produção de lixo, poluição seria infinitamente menor.

A verdade é que a grande maioria das pessoas escolhiam o encolhimento com o objetivo de obter vida melhor, de luxo e riqueza, proporcionalmente o dinheiro passa a valer mais, pois os custos também são proporcionalmente mais baixos. Mas como na vida nem tudo são flores, o encolhimento também é utilizado como meio de punição, para pessoas que de alguma forma são uma ameaça no mundo dos grandes. Além disso, encolhimentos clandestinos causam danos mortais a pessoas que tem o desejo de se encolher mas não possuem dinheiro suficiente para se submeter aos métodos tradicionais.

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Em resumo, o longa faz uma crítica a sociedade atual, o modo como se organiza, vive se relaciona e consome, tem um fundo humanitário, e mostra com clareza  distorções e contrastes sociais, que existem da mesma forma no mundo dos grandes e dos pequenos.  Apesar de diminutas, a pessoas ainda são humanas, assim se tem espaço para romance, conflitos, medos e aflições.

Matt Damon da vida ao protagonista da trama, ele  se esforça em desempenhar bem seu papel, mas parece meio perdido pois a história não ajuda e nem de longe lembra suas boa atuações. Christoph Waltz é a melhor parte do filme, em um papel bem diferente de todos os outros já interpretados, ele acaba roubando  a cena.

O filme até começa bem, mas perde o foco, quer falar sobre tudo mas acaba não focando em nada. É digno apenas de sessão da tarde.

 

 

Lady Bird – A Hora de Voar

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Com cinco indicações ao Oscar 2018, incluindo melhor filme e melhor atriz, Lady Bird conta a história de uma adolescente, sua relação turbulenta com sua mãe, seus medos, angustias, descobertas e aceitação, dela mesma e dos outros. Prestes a terminar o high school, equivalente ao ensino médio aqui no Brasil, ela busca entrar para uma faculdade e assim sair de Sacramento sua cidade natal e alçar voos maiores, ser dona de sua própria vida.

Até aí nada de novo, apenas o retrato da vida como ela é, todo adolescente passa por isso, parece ser uma história água com açúcar, mas ao mesmo tempo é muito visceral, não tem quem não se identifique com a trama, o  roteiro e as atuações seguram a história,. Nossa protagonista, Lady Bird (Saoirse Ronan) é humana e cativante, sorri, chorra, mente, vive; da mesma forma sua mãe (Laurie Metcalf) que também mexe com nossas emoções. A cidade de Sacramento é quase uma personagem, retratada como uma alegoria de uma gaiola, onde a protagonista tem o desejo de libertar voando dali.

Lady Bird é um filme fabuloso, fala sobre amadurecimento, transição, tem diálogos fortes e belas atuações, vale a pena a assistir pois faz jus as suas indicações ao Oscar.

Três Anúncios Para Um Crime

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Três Anúncios para um Crime” (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) foi indicado a sete estatuetas para o Oscar 2018 e eleito pelo público o Melhor Filme do Festival de Toronto.

O longa conta a história de uma mãe, Mildred Hayes, e o brutal assassinato de sua filha, Angela Hayes. Desolada e com sede de justiça ela compra o espaço de três outdoors e cobra das autoridades competentes a resolução do caso, dessa forma ela enfrenta tudo e todos em sua pequena cidade de Ebbing no Estado de Missouri.

Quem interpreta Mildred é Frances McDormand, que faz jus a sua indicação ao Oscar, em uma atuação fantástica. Conseguimos sentir um turbilhão de sentimentos junto com ela. Woody Harrelson também está ótimo, ele vive o Chefe de Polícia Willoughby, que é cobrado por Mildred por sua incompetência para resolver o crime.

O filme possui um roteiro bem amarrado, cheio de surpresas e reviravoltas, em alguns momentos um toque de humor negro nos trás algum alívio cômico. A direção e a fotografia complementam de forma belíssima todo esse cenário de drama e suspense. Com certeza este  é um forte candidato a uma ou mais estatuetas.

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