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Arquivo da categoria: Críticas

Star Trek – Sem Fronteiras

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startrek_1A famosa Enterprise encontra-se no terceiro ano (de cinco) da sua missão: explorar novos mundos… para pesquisar novas vidas… novas civilizações… audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.

Tudo segue bem, mas de forma entediante, até o momento que o Capitão Kirk (Chris Pine) recebe um chamado de socorro, dispostos a ajudar a tripulação parte para mais uma aventura, eles só não esperavam que a nave seria atacada de modo que é preciso abandoná-la. Eles caem em um planeta desconhecido onde grande parte da tripulação foi feita refém e nossos heróis vão trabalhar para salvá-los e também salvar uma base da federação de uma arma mortífera que esta de posse do vilão Krall (Idris Elba).

O longa tem uma produção incrível, a sequência em que a nave é atacada é bastante empolgante e rica em detalhes. Em outros momentos o filme tem várias cenas de ação também muito bem produzidas.

Desde 2009 J.J. Abrans, tem feito um ótimo trabalho, ele realmente consegue, de maneira formidável, traduzir o espírito da série. Elogios a Simon Pegg (que vive na série o engenheiro Scotty), também não faltam; ele juntamente com Doug Jung escreverem um roteiro quase que impecável, por se tratar do terceiro filme da franquia, eles optam por não perder tempo apresentendo personagens e já partem para ação logo no início do filme.

Em resumo, Star Treck é um ótimo filme, que com certeza agradará aos fãs que irão se emocionar nas cenas finais.

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O Regresso

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“O Regresso”, que estreou nessa quinta (04/02) é um filme baseado na história real de Hugh Glass, interpretado por Leonardo DiCaprio, um caçador de peles que é atacado por um urso e abandonado por seus companheiros tendo que, ferido, enfrentar os desafios da natureza para sobreviver, retornar, e se vingar.

Quanto a isso, os desafios da natureza não ficaram somente para os personagens. Leonardo faz questão de ressaltar nas entrevistas que este foi um filme de grande complexidade não só para ele. O diretor Alejandro González Iñárritu fez questão de gravar em cenários reais e de aproveitar a luz natural, o que exigiu de toda equipe um esforço grande, inclusive na busca por cenários ideais e neve, o que os fez passar por EUA, Canadá e América do Sul, além de gravações em horários difíceis, como durante madrugada.

O longa é ganhador de três categorias do Globo de Ouro, a de melhor filme de drama, melhor ator de drama e melhor diretor. Quanto ao Oscar, teve 12 indicações, incluindo a de melhor ator, alimentando a torcida para DiCaprio finalmente levar a estatueta.

Pessoalmente, o filme me pareceu muito longo (dura cerca de 2h30m) e um tanto quanto maçante. A direção e atuação merecem de fato as honras que tem recebido, então vale a pena caso você queira assistir um filme bem feito e que (possivelmente) vai conceder o Oscar ao Leo.

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Joy: O Nome do Sucesso

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“Joy: O nome do sucesso” é baseado na biografia de Joy Mongano, americana inventora e empresária bem-sucedida, e pretende contar os percalços pelos quais ela passa até alcançar o sucesso.

Nos anos 90, a mãe divorciada de 3 filhos, enfrenta grandes adversidades em sua história.  Nesse sentido, o espectador é convidado a compartilhar as emoções da protagonista em seus conflitos familiares, na insatisfação no trabalho e nos desafios para conseguir executar e promover sua invenção, o “Miracle Mop”, esfregão que pode ser torcido sem que seja necessário levar a mão no tecido (o espectador frequentador dos supermercados certamente vai reconhecer produtos semelhantes).

Dirigido por David O. Russell, o longa é sensível e emociona. O papel principal é interpretado por Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar de melhor atriz, e o elenco conta ainda com nomes como Bradley Cooper, Robert De Niro, e Édgar Ramírez.

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Por Thayssa Maira

A Grande Aposta

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“A grande aposta” (“The Big short”, no original), é um filme que tem como plano de fundo a crise financeira causada pelo estouro da bolha imobiliária dos EUA em 2008. Por ser baseado em fatos reais, não pretende guardar muitas surpresas para o fim, mas tem como proposta conduzir o espectador pelo enredo que teria acontecido antes do grande desfecho.

A história contada é a dos homens que perceberam as falhas do sistema e preveem o colapso do mesmo, usando a informação para lucrar com um investimento ousado que aposta nesse resultado. Nesse pacote entram Michael Burry (Christian Bale), Jared Vennett (Ryan Gosling), e Mark Baum (Steve Carell). Já Ben Rickert (Brad Pitt) surge como um sujeito recluso que somente interfere para ajudar dois iniciantes a entrarem na jogada.

O longa é cheio de termos técnicos um pouco complicados para quem não é familiarizado com o sistema financeiro e a bolsa de valores mas, sabendo-se disso, apresenta uma solução bem-humorada para esclarecer o grande público, que como eu, poderia se sentir um pouco perdido.

Apesar de ter um tom bem-humorado, não vejo como um filme de comédia como chegou a ser classificado, já que a proposta em momento algum é entreter com piadas e trocadilhos, mas tratar um tema sério de forma leve. A escolha da trilha sonora me pareceu bem interessante e ajuda nisso. Por fim, o espectador é provocado com uma reflexão ética e moral e principalmente, sobre a estabilidade do sistema financeiro. Vale a pena ser assistido.

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Por:  Thayssa Maira

007 Contra SPECTRE

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O longa do mais famoso agente secreto do cinema, começa promissor, as cenas inicias são de muita ação, se passam no México em plena festividade do dia dos mortos, as ruas estão lotadas de pessoas, e Bond está atrás  de um criminoso. Infelizmente, o filme não continua com toda essa essa ação e nem James com toda essa energia. Craig, é o mais humano de todos os agentes que já viveram a pela do 007, (no final dessa cena é possível vê-lo, suando e sem folego), com isso, ele também acaba por deixar transparecer sua falta de motivação, para com o filme.

Bond, consegue pegar um anel que pertencia a quem ele perseguia, neste anel estava gravado um polvo, símbolo de organização criminosa espalhada pelo planeta, ligada a nova ordem mundial; essa foi a última missão dada por sua antiga M. Para conseguir tal feito, James é responsável por derrubar um prédio, e protagonizar uma cena de terror em pleno ar. Diante desses fatos, a atual gerência do MI6, o pune, fincando ele proibido de continuar com sua guerra contra um vilão ainda desconhecido.

A princípio Bond conta com ajuda de Q – Ben Whishaw,  e o atual M – Ralph Fiennes, que faz vista grossa, por estar frustrado com o cancelamento da iniciativa 00, que é articulado por C – Andrew Scott;  Moneypenny – Naomie Harris, também é uma de suas aliadas.

James vai para Roma se encontrar com Lucia – Monica Bellucci, a viúva do criminoso, que por sinal faz uma ponta quase que irrelevante,  em busca de mais informações da organização, de lá parte para Suiça onde encontra Madeleine Swann – Léa Seydoux, nossa Bond Girl, que também não é, nem a mais sexy, nem a mais simpática das Bonds Girls,  é ela a chave que vai ajudá-lo a entender muitas coisas a respeito da SPECTRE. Por fim ele chega a Obenhauser – Christoph Waltz que deixa a desejar, por ser um personagem mal explorado pela trama, sem contar que ele faz uma revelação meio forçada.

SPECTRE, não é nem de longe o melhor filme da franquia, muito pelo contrário é cheio de clichês e não traz nenhuma novidade, nem nada que nos tire o ar ou que nos envolva como em seu antecessor SKYFALL, até mesmo na estética da fotografia o filme é fraco. Para os “bondmaníacos” o filme é cheio de referências aos filmes antigos, logo, é também recheado de “clichês James Bond”, como luta no trem, um bandido fortão, perseguição de carro, alguma cena em meio a neve, etc. tudo que todo mundo já viu, quase uma paródia de si mesmo.

A impressão que tive era que estava assistindo uma cópia mal feita do último  Missão impossível – Nação Secreta, pois ambos possuem um enredo bastante semelhante, com a diferença de protagonistas um que praticamente ressurgiu das cinzas e outro que parece caminhar para elas.

 


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Missão impossível – Nação Secreta

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Quem pensava que Tom Cruise estava fora de forma se engana, o ator passou por algumas fases difíceis, em que seus filmes não já não eram mais os mesmos, como por exemplo Operação Valquíria que foi um grande fracasso; Ele volta triunfante em Missão impossível – Nação Secreta, inclusive recusando dublês até para as cenas mais difíceis como por exemplo a cena do início do filme em que Cruise fica pendurado na porta do avião.

 

No longa Cruise, mais uma vez na pele de Ethan Hunt, investiga uma agência de espionagem chamada Sindicato, impenetrável ao ponto de ser desacreditado pela CIA, que acredita que Ethan inventou essa organização para justificar seus erros das missões passadas. Dessa forma o governo Americano resolve dissolver a IMF. Mas Hunt não se dá por vencido e decide continuar suas investigações contanto apenas com o apoio de seus amigos que não deixaram de acreditar nele.

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O elenco é composto por, Jeremy Renner, Ving Rhames, Alec Baldwin e Simon McBurney, além de Simon Pegg que vive Benji, que em seu papel é muito mais que a um alívio cômico para o filme uma vez que interpreta tão bem seu papel, que nos dá vontade de ser ele para fazer parte da trama também. Destaque também para Rebecca Ferguson que interpreta Ilsa Faust, uma agente envolvente e misteriosa, amante de sapatos, que está infiltrada no sindicato, mas que salva a vida de Ethan por duas vezes durante o longa, sendo assim não sabemos se podemos confiar nela ou não.

 

Sem dúvida o filme é um dos melhores da franquia de MI, obviamente é repleto de ação e as sequencias são muito bem montadas, e efeitos especiais muito bem executados. A trilha sonora é um espetáculo à parte e o tema clássico é sempre uma delícia de se ouvir.

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Grandes Olhos

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Baseados em fatos reais, Grandes Olhos conta a história de Margaret, uma pintora, mãe solteira e um tanto quanto insegura, que se casa com Walter Kane, um aspirante a artista além de bastante carismático. A partir de então Walter passa a assumir a autoria dos quadros de Margareth, que acaba aceitando e sendo conivente por dez anos, até que resolve processa-lo.

O filme é dirigido por Tim Burton. Mas parece que Tim, se perdeu em uma narrativa tão comum e personagens tão simplórios. Nenhuma das características marcantes de Tim são perceptíveis na narrativa, que é linear e cronológica, não tem nada de sombrio nem de fantástica, a única cena em que se pode reconhecer Tim Burton é a que, Margaret está no supermercado e se depara com a, digamos, “grandes olhos mania”,e começa a ter alucinações,pois passa a ver todas as pessoas com grandes olhos.

AmyAdams é Margarete e Christoph Waltz vive Walter, ambos são atores muito competentes, mas parecem saber interpretar apenas um papel, pois ela geralmente representa personagens frágeis e ele um galante vilão, e é isso que interpretam na trama. Nada mais é explorado, Tim não aprofundou no psicológico das personagens, os fatos vão acontecendo e as personagens vão vivendo, o longa ficou devendo em emoção.
O filme é quase infantil, digno de sessão da tarde, ainda procuro entender por que Tim resolveu fazer esse filme.


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