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Jobs

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Se você faz parte da legião de aficionados pelos produtos a Apple, e tinha Steve Jobs como um guru da tecnologia, vai gostar de assistir “Jobs”. Alerto porem, para os “descontos” que deverão ser dados em função da visão bem “sessão da tarde” que o diretor Joshua Michael Stern imprime ao filme.

Com Ashton Kutchern no papel título, mais conhecido atualmente por sua participação no seriado “Two and a Half Men”(desde 2011), e por filmes como “Cara, Cadê meu Carro” (2000), “Efeito Borboleta” (2004), “Idas e Vindas do Amor” (2010) e mais recentemente, “Sexo sem Compromisso” (2011), a primeira produção lançada após a morte de Steve Jobs em 2011 (A Sony Picture esta preparando uma outra versão baseada na biografia oficial escrita por Walter Isaacson), o filme mostra Jobs nos primeiros anos da Apple Computer, abordando a criação dos primeiros produtos, em especial o Apple II, os conflitos pessoais e os problemas que sua personalidade forte causou com funcionários, investidores e amigos.

O principal destaque do longa é a caracterização de Ashton Kutchern, que esta perfeita. Ele consegue representar perfeitamente o andar característico de Jobs, seus maneirismos e a maneira de falar. Destaque para a maquiagem quando Jobs esta mais velho e em seus últimos anos de vida. O ator declarou em entrevista, que assistiu a incontáveis horas de vídeos para conseguir incorporar os maneirismos do ex-CEO da Apple, e mais umas tantas na cadeira dos maquiadores.

Outro fato positivo é não deixar o filme cair na armadilha de mostra um Steve Jobs “bonzinho” e sem defeitos. A produção é fiel ao mostrar o homem criativo, inteligente e visionário, mas não tem pudores de mostra também o homem mesquinho, agressivo e egoísta, seja em suas relações pessoais ou profissionais.

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O principal “desconto” a ser dados é quanto ao ritmo do filme. Nas primeiras cenas, o clima hippie (o cartaz do filme reforça isto) me fez lembra “Hair (1979) de Milos Forman” e só faltou a música “Aquarius” em determinada cena num campo de trigo. Por sinal, a trilha sonora às vezes é irritante e um tanto excessiva, nos deixando algumas vezes a sensação de que a cena poderia ser mais bem aproveitada pelo público se ouvíssemos apenas os atores. Depois, tudo começa a ficar muito rápido, como uma sucessão de imagens e situações que muitas vezes não têm ligações ou passagens de tempo bem delineadas. O diretor apenas menciona situações e momentos importantes da vida de Steve Jobs, não se preocupando em se aprofundar em várias delas. Exemplo disto é a situação mal resolvida com a filha Lisa, a famosa rivalidade com Bill Gates da Microsoft, e a sua saída e posterior volta à Apple.

Com muitos pontos positivos e muitos mais negativos, Jobs é um filme indicado para os fãs da Apple, e não deve agradar muito ao público que não conhece tecnologia. Vamos esperar a próxima produção que a Sony Pictures esta preparando baseada na biografia oficial.



Por Álvaro Machado

Sexo sem compromisso

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Cartaz - Sexo Sem Compromisso

Mais uma comédia romântica. Confesso que não gostei das duas últimas que vi, mas como esta é estrelada por Natalie Portman, ganhadora do Oscar de melhor atriz por Cisne Negro, resolvi dar um credito. Mesmo assim fui esperando ver alguma escatológia com piadinhas forçadas de cunho sexual… Me enganei…

O filme conta a história de Emma (Natalie Portman) e Adam(Ashton Kutcher), que se conheceram numa colônia de féria aos 14 anos, numa época em que nenhum dos dois sabia nada sobre sexo, num cenário bem diferente de  quando se reencontram anos mais tarde. Emma se auto-declara “alérgica a relacionamentos” e Adam por sua vez,  também não está querendo nada sério com ninguém. Eles então resolvem manter um relacionamento puramente físico, do tipo “sex friends”, sem tomar café da manhã juntos, sem cobranças e sem sentimentos.

Mas o que a principio parecia ser uma situação muito confortável,  começa a ficar complicado, quando ao poucos eles passam a se envolver emocionalmente, fazendo com que tenham de desatar os laços que tanto queriam evitar. Não é necessário contar o final, acho que todo mundo já sabe…

Como em toda comédia romântica, o filme é bastante previsível, não trás novidades, e não surpreende o espectador. Tem alguns diálogos superficiais e um roteiro bastante fraco com uma ou outra piadinha que faz rir.

Em fim, é um filme bem água com açúcar, bem leve, e nem um pouco apelativo. Quem for assistir ao filme só pra ver o peitinho da Natalie Portman, vai perder a viagem.

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