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Mamma Mia: Lá vamos nós de novo

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Merecedor do slogan que apresenta de “filme mais alto astral do ano”, “Mamma Mia: Lá vamos nós de novo” é um longa leve, divertido e tocante. Mesclando passado e futuro, o musical mostra o antes e o depois dos acontecimentos do primeiro Mamma Mia.

Quem assistiu o primeiro filme vai gostar de desvendar a história de Donna (Maryl Streep/Lily James) ainda jovem, como ela foi parar na Grécia, e seu romance com os pais de Sophie, Harry (Colin Firth/Hugh Skinner), Bill (Stellan Skarsgård/Josh Dylan) e Sam (Pierce Brosnan/Jeremy Irvyne). Ao mesmo tempo também vai poder avançar no tempo e acompanhar Sophie (Amanda Seyfried), ao se ver grávida se descobrir como mãe, ao mesmo tempo em que se reconecta com a sua.

A participação de Cher vem brindar os espectadores com uma pitada de nostalgia e muito talento. E Maryl Streep é a cereja do bolo.Os atores que fazem a versão jovem dos personagens não deixam a desejar, apesar de em uma cena ou outra se distanciarem um pouco da atuação dos veteranos. Mas nada que prejudique o longa. Nesse quesito, estão bem as atrizes que interpretam as amigas de Donna e companheiras da banda Dynamos”, Rosie (Julie Walters/AlexaDavies) e Tanya (Chriatine Baranski/Jessica Keenan Wynn) com destaque para essa última, que está ótima não apenas na caracterização, mas na construção da personagem.

Um filme para todas as idades, ótimo para ser visto em familia, mas também pode ser uma injeção de alto astral para quem for sozinho. Recomendado.

Por Thayssa Maira
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Operação Red Sparrow

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Em operação Red Sparrow, Jennifer Lawrence vive Dominika Egorova, uma mulher forte que contra sua vontade é selecionada para um treinamento no serviço de segurança Russo. Ela se torna um “pardal” e aprende a usar seu corpo como uma arma após um processo de treinamento duro e desumanizante, ela luta para manter-se forte para não perder sua essência.

Nate Nash, interpretado por Joel Edgerton, é seu primeiro alvo, ele é um oficial da CIA, eles acabam se envolvendo e se veem em meio a uma montanha russa, cheia de altos e baixos, em que sua atrações e decepções que ameaçam suas carreiras e a segurança de ambos os países.

A trama é extensa, densa, cheia de reviravoltas e conflitos psicológicos, se você não estiver muito atento ao enredo ficará perdido. Jennifer Lawrence faz um papel um diferente do que está acostumada, mas se entrega de alma e corpo, literalmente, a atriz aparece em algumas cenas totalmente nua,  o que elevou a classificação indicativa para 16 anos. Apesar de todo esse esforço ela não consegue segurar sozinha todo o filme.

O longa, ao contrário dos tradicionais filmes de agentes secretos, não é um filme de ação e sim um thriller de espionagem e drama, em que a tentativa de manter um clima de suspense em torno dos personagens, faz com que eles se tornem frios e sem personalidade, o tornando menos envolvente, mas possui sim algumas belas cenas e uma fotografia interessante.

Em resumo é um filme sensual, com várias cenas de sexo e nudez, algumas cenas fortes de violência, as personagens são rasas e a trama é cheia de rodeios que se estendem em 139 minutos de duração, o tornando extenso e meio arrasado.

Trama Fantasma

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Reynolds Woodcock é um famoso estilista criador de vestidos, ele juntamente com sua irmã Cyril, comandam a renomada casa Woodcock, a qual veste a realeza, damas da sociedade, debutantes, estrelas de cinema… A história se passa em Londres nos anos cinquenta, Reynolds é um homem muito sistemático com as suas coisas, ele se declara solteiro convicto, sendo assim inúmeras mulheres passaram em sua vida e todas foram inspiração para suas coleções, até que Alma, uma jovem de personalidade forte, surge e desorganiza toda a sua vida.

O longa recebeu seis indicações ao Oscar 2018, melhor filme, direção, ator, atriz coadjuvante, trilha original e figurino, para esse último, fica a minha aposta para levar a estatueta, pois é de fato um  luxo.  A verdade é que todo o elenco está impecável, da mesma forma estão os enquadramentos e a fotografia, isso sem falar da trilha sonora que também é formidável.

Daniel Day-Lewis é quem dá a vida a Woodcock, em uma atuação esplêndida o filme marca o final de sua carreira, uma vez  que ele anunciou ser este seu último filme, pois resolveu se aposentar. Em 1990 ele foi o ganhador do Oscar em Meu Pé Esquerdo, 2008 ele ganhou com Sangue Negro e em 2013 com Lincoln.

Trama Fantasma é um filme a frente do seu tempo, Paul Thomas Anderson é genial, e também faz jus a sua indicação ao Oscar, ele brinca com as nossas expectativas o tempo todo, enquanto estamos a espera do clímax, ele vem com um surpreendente anticlímax. Paul, construiu uma narrativa de três horas, e teve que espremer para caber em duas, mesmo assim, o longa é ainda um pouco extenso mas isso em nada o desmerece.

É uma obra em que os sentimentos e comportamentos humanos são discutidos e apesar de fortes, são também delicados e estão a um fio de se desfiar. Vale a pena conferir.

Lady Bird – A Hora de Voar

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Com cinco indicações ao Oscar 2018, incluindo melhor filme e melhor atriz, Lady Bird conta a história de uma adolescente, sua relação turbulenta com sua mãe, seus medos, angustias, descobertas e aceitação, dela mesma e dos outros. Prestes a terminar o high school, equivalente ao ensino médio aqui no Brasil, ela busca entrar para uma faculdade e assim sair de Sacramento sua cidade natal e alçar voos maiores, ser dona de sua própria vida.

Até aí nada de novo, apenas o retrato da vida como ela é, todo adolescente passa por isso, parece ser uma história água com açúcar, mas ao mesmo tempo é muito visceral, não tem quem não se identifique com a trama, o  roteiro e as atuações seguram a história,. Nossa protagonista, Lady Bird (Saoirse Ronan) é humana e cativante, sorri, chorra, mente, vive; da mesma forma sua mãe (Laurie Metcalf) que também mexe com nossas emoções. A cidade de Sacramento é quase uma personagem, retratada como uma alegoria de uma gaiola, onde a protagonista tem o desejo de libertar voando dali.

Lady Bird é um filme fabuloso, fala sobre amadurecimento, transição, tem diálogos fortes e belas atuações, vale a pena a assistir pois faz jus as suas indicações ao Oscar.

Três Anúncios Para Um Crime

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Três Anúncios para um Crime” (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) foi indicado a sete estatuetas para o Oscar 2018 e eleito pelo público o Melhor Filme do Festival de Toronto.

O longa conta a história de uma mãe, Mildred Hayes, e o brutal assassinato de sua filha, Angela Hayes. Desolada e com sede de justiça ela compra o espaço de três outdoors e cobra das autoridades competentes a resolução do caso, dessa forma ela enfrenta tudo e todos em sua pequena cidade de Ebbing no Estado de Missouri.

Quem interpreta Mildred é Frances McDormand, que faz jus a sua indicação ao Oscar, em uma atuação fantástica. Conseguimos sentir um turbilhão de sentimentos junto com ela. Woody Harrelson também está ótimo, ele vive o Chefe de Polícia Willoughby, que é cobrado por Mildred por sua incompetência para resolver o crime.

O filme possui um roteiro bem amarrado, cheio de surpresas e reviravoltas, em alguns momentos um toque de humor negro nos trás algum alívio cômico. A direção e a fotografia complementam de forma belíssima todo esse cenário de drama e suspense. Com certeza este  é um forte candidato a uma ou mais estatuetas.

O Que Te Faz Mais Forte

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O Que Te Faz Mais Forte é inspirado na história real de Jeff Bauman, um homem jovem que se tornou símbolo de esperança depois de ter sobrevivido ao atentado terrorista que ocorreu em 2013 na maratona de Boston.

Jake Gyllenhaal, é quem interpreta Jeff, que estava próximo a linha de chegada, com a intenção de reatar seu relacionamento com sua namorada Erin, a qual participava da corrida, quando ocorreu a explosão. Bauman fica gravemente ferido perdendo suas duas pernas. Depois ao recuperar sua consciência no hospital, ele anda é capaz de ajudar a polícia a identificar um dos terroristas. A partir daí sua jornada de aceitação e recuperação, não somente física mas também emocional, se inicia  com o apoio de sua família e amigos.

Jake Gyllenhaal entrega uma atuação espetacular, podemos sentir com ele as dores e as aflições as quais o personagem se encontra, e também, por algumas vezes, apesar de toda situação de penúria, conseguimos ainda ficar com raiva dele.

Tatiana Maslany é quem da a vida a Erin namorada do Jeff. A atriz é conhecida pelo seu trabalho em Orphan Blak, em que ela interpreta com louvor diversas personagens.  O modo como ela conduz Erin também é fantástica,  ela passa por poucas e boas ao lado de sua sogra Patty Bauman – Miranda Richardson- cuja a atuação não deixa a desejar completando o círculo de conflitos familiares.

O longa é sim um bom drama, possui um equilíbrio, mas apesar de sairmos do cinema reflexivos com o que vimos, fica faltando aquela atmosfera que nos tira o ar.

 

A Forma da Água

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Aclamado pela crítica, vencedor do festival de Veneza, indicado a nada menos que 13 Oscars. “A Forma da Água”, é dirigido por Guillermo del Toro, um aficionado por histórias de monstros e contos de fadas sombrios em que o fez conhecido no meio cinematográfico.

O longa faz referência ao “Monstro da Lagoa Negra” de 1954, mas também me fez lembrar de “A Bela e a Fera”, apesar da bela não seguir os padrões de beleza Hollywoodianos atuais e da fera não ser tão fera assim.

“A água toma a forma de seu recipiente, seja ele qual for, e, embora a água possa ser muito suave, também é a força mais poderosa e maleável do universo. O amor também é, não é? Não importa que forma damos ao amor, ele se torna aquilo, se ele homem, mulher ou criatura.” –Guillermo del Toro.

A partir dessa definição de del Toro, podemos compreender um pouco mais da trama que se passa na década de 1960, em um laboratório secreto do governo, no auge da Guerra Fria, trabalha, a solitária Elisa (Sally Hawkins) que vive presa em uma vida de isolamento, até que se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

 

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As personagens são bem elaboradas, cada uma possui seus conflitos, e são lindamente interpretadas pelos seus respectivos atores, que por sinal foram escolhidos a dedo. Destaque para Sally Hawkins, que é uma das atrizes mais respeitadas do Reino Unido. Seu extenso e impressionante corpo de trabalho foi amplamente reconhecido por alguns prêmios importantes do cinema mundial, entre eles o Oscar, do ano 2014, pela atuação em Blue Jasmine (de Woody Allen). Está extraordinária em seu papel que quase não tem falas. Elisa ficou muda por um trauma de infância e comunica-se por meio de sinais, mas é capaz de se expressar de maneira efusiva quando encontra a estranha criatura aquática que é mantida presa pelo laboratório do governo onde ela trabalha como faxineira.

Na onda do politicamente correto, o filme satisfaz as condições do Oscar, pois retrata: os latinos, os negros, os gays, um monstro que possui um bom coração, além do empoderamento feminino, uma vez que a protagonista é uma mulher que corajosamente enfrenta o sistema para fazer aquilo que acredita ser o certo.

O design de produção incluindo o cenário, a fotografia, o figurino fazem jus às indicações aos Oscars

Toda essa mistura, com direito a sapateado, musicas clássicas, samba de Carmem Miranda, homenagem a sétima arte, além de cenas fortes, nudez, violência e sexo interespécies é que se faz esse fantasioso conto de fadas repleto de dramas reais, que obviamente não é para crianças.

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