Assinatura RSS

Arquivo da tag: Colin Firth

O Espião que Sabia Demais

Publicado em

 

A trama se passa durante a Guerra Fria e gira em torno de um detetive-espião pertencente à patente mais alta do Serviço Secreto da Inteligência Britânica.

Não Senhor não se trata de mais um filme de guerra fria, nem de um simples filme de espião, ou um suspense policial; O filme é muito mais complexo que isso, e é nos mínimos detalhes, nas entrelinhas que encontramos o cerne da trama, não é um filme fácil de se entender, as mentes mais preguiçosas e os distraídos, não entenderam bem a complexa trama, cheia de idas e vindas, muito bem elaboradas pelo diretor, Tomas Alfredson, do Deixe Ela Entrar.

O longa reúne, brilhantes atuações e personagens complexos: Gary Oldman, vive George Smiley, um homem inteligente, aposentado do Serviço Secreto Britânico, onde trabalhava na alta cúpula denominada Circo, grandes intrigas apontam para a existência de um  traidor dentro do circo.  Ele então sai de sua aposentadoria para investigar tais intrigas.  Outro a destaque no filme é Colin Firth, de O Discurso do Rei,  ele é suspeito de ser um dos traidores, isso sem falar de Bill Haydon, John HurtMark Strong e Tom Hardy que também estão ótimos.

Mas fantástico mesmo, é o trabalho do designer de som, passando pelos efeitos, e trilha sonora, que dá todo o tom na história. O filme em si possui uma trama muito psicológica,  que espera um longa a lá James Bond, cheio de perseguições, explosões, ficará frustrado, pois retrata um tipo de espionagem mais realista, é mais silencioso e introspectivo, e o som do filme colabora para criar esse clima.

Para não estender, é um ótimo filme, que vale a pena ver e rever.

 

And the Oscar goes to… The King’s Speech (O Discurso do Rei)

Publicado em
And the Oscar goes to… The King’s Speech (O Discurso do Rei)

Aclamado pela crítica, indicado a 12 Oscar e ganhador de  4 melhor ator, melhor direção, melhor filme e melhor roteiro o Discurso do Rei é sem sombra de dúvida um dos melhores filmes do ano.

O longa de Passa na Inglaterra no início da Segunda Guerra em que o rei George VI (Colin Firth) assume o trono, a pós passar por alguns conflitos, morte de seu pai e  renuncia de seu irmão mais velho, mas além desses, George VI, passa por outro não menos importante, ele é gago; Como rei é necessário que ele tenha uma boa comunicação,  o advento do rádio acaba corroborando para que ele tenha que falar ao público com mais freqüência, fazendo com que ele tenha mais força de vontade, para a curar  sua gagueira.

Sua mulher a rainha Elizabeth – interpretada por (Helena Bonham Carter), em seu papel mais sério e digamos mais “normal” dos últimos tempos, arrasa o que lhe rende a indicação ao Oscar-  é uma incentivadora na busca dessa cura, isso leva a  Lionel Logue, uma espécie de fonoaudiólogo, interpretado esplendidamente por Geoffrey Rush, indicado ao Oscar como melhor ator coadjuvante, que passa a auxiliar, utilizando meios não muitos convencionais, a principio, é rejeitado pelo rei, mas que depois, se torna muito importante a ponto de extrapolar a relação médico-paciente e se tornarem bons amigos.

Colin Firth como rei dispensa elogios, como ganhador do Oscar é desnecessário dizer que sua atuação foi perfeita, a gagueira não ficou em anda forçada, nos envolvemos com o personagem e passamos a sofrer com ele.

O roteiro também é perfeito o que justifica mais uma estatueta, muito bem amarrado, isso sem falar da direção de arte, figurinos, fotografias, a estética meio retro, os enquadramentos, o rei sempre aparece em planos frontais, e nos cantos,  gerando um certo desequlibrio e desconforto, o que torna patente, o sentimento do rei, é uma produção de fato impecável.

O Discurso do Rei é, um filme fantástico, não é moderno, nem audacioso, como os concorrentes A Rede Social e A Origem, mas em vista desses pode ser considerado um clássico. Vale a pena conferir!

 

%d blogueiros gostam disto: