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Arquivo da tag: criticas

Blade Runner – 2049

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Quando Ridley Scott lançou Blade Runner – O Caçador de Androides em 1982, eu tinha 21 anos e maioria de vocês leitores, ainda não tinham nem nascido. Na época, a história dos replicantes, incríveis e sofisticados androides “replicados” dos humanos simplesmente me arrebatou. O filme era a busca e a celebração da vida, e por isto passei a considerar este filme o melhor filme que eu já tinha visto em minha vida. Alguém um dia me disse que a única certeza na vida é que um dia vamos morrer. Mas a única incerteza é sabermos quando. A diferença na época, é que eles, os replicantes sabiam. Sabiam exatamente quanto tempo de vida tinham e quando iriam morrer. Esta certeza que permeou o primeiro filme trouxe várias e longas discussões filosóficas acerca da moral, da ética e do direito que temos de viver ou simplesmente sobreviver. As várias versões, ao todo sete, lançadas em vídeo, só ajudaram nesta discussão e acabaram transformando o longa num clássico. Quem não viu, deveria ver.

Mas mesmo que você não tenha assistido, nesta continuação você vai encontrar a mesma ambientação (novamente merchandising da Coca-cola), o mesmo momento (embora tenham se passado 30 anos) e os mesmos motivos para novas discussões. O caçador agora é outro (Ryan Gosling), o oficial K, que “aposenta” os replicantes rebeldes e foragidos da polícia de Los Angeles, Mas ao fazê-lo, acaba por descobrir um segredo que poderia pôr em risco toda a sociedade e deflagrar uma guerra entre os humanos e os agora modernos e atualizados replicantes. A premissa, é a mesma, vida. Vida que gera vida, seja ela natural ou artificial.

Se você teve a oportunidade, assim como eu, de assistir o primeiro filme e gostou, vai gostar deste também, mas se não assistiu, também não vai se decepcionar. A trilha sonora não é Vangelis, mas traz as mesmas emoções. O diretor não é Ridley Scott, que neste longa é apenas produtor, mas Denis Villeneuve, sabe nos conduzir a todas as questões que o ano de 2049 pode levantar sobre nós, sobre a vida, e quem sabe até mesmo sobre replicantes.

 

Por Álvaro Machado

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Eu queria ter a sua vida

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Em “Eu queria ter sua vida”, Mitch (Ryan Reynolds, de Lanterna Verde) é um cara solteiro, mora sozinho em um apartamento bakana, pode ter qualquer garota e fazer o que quiser com seu tempo. Uma vida invejável, para todo o homem casado. Já seu amigo Dave (Jason Bateman, de Quero matar meu chefe) leva uma vida muito mais regrada, fez faculdade, casou-se, tem três filhos, trabalha muito para dar conforto para a família, e tem pouco tempo livre para fazer as coisas que gosta; por outro lado tem tudo que um solteiro deseja ter um dia.

 

Essa inveja recíproca faz com que um deseje a vida do outro. A partir de então, magicamente, suas vidas nunca mais serão as mesmas. Um roteiro, bem batido diga-se de passagem – até o brasileiro Daniel filho em “Se Eu Fosse Você” já bebeu dessa água. Mas seria injusto dizer que o filme é ruim, ele é bem light e conseguiu até me tirar algumas risadas, além de ter uma mensagem em que valores familiares são resgatados.

A dupla é o que sustenta o filme, apesar de Ryan Reynolds não ser do tipo de ator que convence em seus papéis. Pra mim ele estava igualmente ruim no Lanterna verde, enquanto Jason Bateman, mais experiente em comédias, está muito bem.

 

Para quem estiver a fim de um programinha ligth, tipo domingo a tarde ou um sábado a noite descompromissado, recomendo!

 

A hora do Espanto (2011)

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Refilmagem do clássico dos anos 80, A Hora do Espanto conta a história de Charlie Brewster (Anton Yelchin), um ex-nerd, que finalmente conseguiu o que sempre queria, fazer parte da turma mais popular e namorar a garota mais desejada da escola.

Seus problemas começam quando Jerry (Colin Farrell) se muda para a casa ao lado. Ele é alertado por seu amigo nerd que diz que Jerry é um vampiro e por isso é o responsável pelo sumiço de pessoas da cidade; Charlie não acredita na história de vampiros e o despreza.

Depois de observar mais atentamente seu vizinho, Charlie tem certeza de que o amigo estava certo; ele então precisa convencer sua mãe e sua namorada que o vizinho não é uma pessoa tão boa quanto parece. Incapaz de convencer a alguém, ele então precisa achar um meio de se livrar do monstro.

Infelizmente, ainda não assisti ao filme original de 85 – há quem diga que essa refilmagem não chega nem aos pés do primeiro filme. E não é por menos, o filme é realmente muito fraco, segue bem a linha “trash”, os efeitos visuais chegam a ser exagerados, apesar de não serem ruins, o filme também é em 3D. Desnecessário.

O filme é assustador, mas não muito; em alguns momentos, chega até ser engraçado, em outros nem tanto. Nem terror nem comédia, de fato o filme não consegue ser nem uma coisa nem outra. Mas para aqueles que gostam de vampiros, o filme poderá até ser aceitável.

Li alguns comentários sobre o longa, e as criticas também estão divididas, algumas boas, outras ruins. O fato é que esse remake não tem potencial para ser tornar um clássico, igual ao primeiro.

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Uma Professora Muito Maluquinha

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Adaptação do livro de mesmo nome, do escritor Ziraldo, o Longa conta a história, de Cate, uma moça que retorna a sua cidade natal após ter sido enviada para a capital, para estudar. Ao chegar é contratada por uma escola onde começa a dar aulas.

Por estar muito a frente do seu tempo, passa a ser incompreendida e mal interpretada pelas beatas da cidade. E é com esse jeito irreverente, “inventando moda”, que ela conquista as crianças de sua classe.

O filme é bem fiel ao livro, a produção é bem feita, as locaçõesem São João DelRei, foram muito bem escolhidas,

A atriz Paola Oliveira é quem interpreta a professora que escandaliza a cidadezinha do interior de Minas Gerais. Escolha por sinal muito feliz, Paola está brilhanteem seu papel. Orestante do elenco também está bem, e conta com Chico Anísio, como Monsenhor Aristides, Suely Franco Tia Cida.

O filme é bem light, divertido, voltado pra crianças, mas, tenho certeza que toda família vai curtir.

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Onde Está a Felicidade?

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Onde está a felicidade? Creio que todos nós algum dia na vida já fizemos está pergunta, se não fizemos, ainda iremos fazer. A discussão é ampla, para os mais estudiosos pode render uma tese de mestrado, para os pensadores, uma reflexão, ou simplesmente uma filosofia de mesa de bar para aqueles que apreciam uma cervejinha.  Já para Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi, essa discussão rendeu um filme.

O longa conta a história de Teo (Bruna) uma apresentadora de TV, cujo programa ensina receitas afrodisíacas, e que de repente se vê sem seu trabalho, pois sua emissora foi vendida para uma igreja, e sem seu relacionamento, quando descobre que o marido Nando (Bruno Garcia) tem um caso, a principio, virtual com outra mulher.

 

Sem as bases de sua vida ela então decide encontrar a si mesma e à sua espiritualidade. Para isso, decide fazer o caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, ao lado de seu diretor, Zeca (Marcello Airoldi), que vê na viagem a possibilidade de criar uma nova atração televisiva, e de sua mais nova amiga Milena (Marta Larralde), sobrinha de sua maquiadora Aura (Maria Pujalte).

Confesso que me surpreendi com a qualidade do filme, que foi de fato bem produzido. A fotografia é belíssima e a trilha sonora também está bem legal. O filme ainda conta umas “animaçõezinhas”, e uns grafismos, que apesar de não serem novidade pra ninguém é algo muito pouco explorado no cinema brasileiro.

O filme começa até bem, a sua primeira seqüência conta com cortes e montagens rápidas, apresentando3 a4 planos da cena.  Repito, que isso não é novidade, mas, em se tratando de cinema brasileiro…

Mas depois o filme perde esse ritmo que foi usado apenas na introdução do tema. E o “road movie” brasileiro começa de fato, o trio passa por poucas e boas, para conseguir percorrer os 790km até Santiago: algumas situações bem forçadas, e piadas do tipo: “Abençoada eu não sei, mas bem suada eu já tô. – Bruna Lombardi”.

Outra coisa, as referências aos filmes do Espanhol Pedro Almodóvar, em sua fase inicial são nítidas, Cenografia extremamente colorida figurinos extravagantes e o humor, por vezes ácido, como o do espanhol. Riccelli disse que “Se há semelhanças com Almodóvar, é inconsciente” (não me lembro mais onde li essa citação, sorry). É incrível como o inconsciente das pessoas trabalha… Não vejo problema em usar referências, muito pelo contrário, vejo problema em negá-las.

As participações especiais de Dan Stulbach, Fernando Alves Pinto, Luiz Miranda, Dani Calabreza e Marcelo Adnet são de fato “especiais”, pra não falar irrelevantes… Parece que agora essas participações viraram moda nos filmes brasieliros, no “Muita Calma Nessa Hora” href=”https://topicosespeciais.wordpress.com/2011/02/11/muita-calma-nessa-hora/” target=”_blank”>Muita Calma Nessa Hora…” aconteceu à mesma coisa. O roteiro é fraco? O Filme não se sustenta? Vamos fazer umas participações especiais! No final junta tudo e vamos ver o que é que dá.

Na atuação do casal protagonista da trama faltou química e, por mais que tentassem, a Bruna tem quase idade pra ser mãe do Bruno Garcia, que, aliás, como marido arrependido estava ótimo, enquanto ela estava um tanto quanto caricata.

Falando agora da trilha musical, que é até boa, com Arnaldo Antunes, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, a mexicana Julieta Venegas, e no final ainda “rola” um “forrózim” totalmente fora de contexto. Fora de contexto não, me desculpe, o filme termina com uma festa no Piauí, e nordeste e forró tem tudo a ver, clichê not.

Apesar disso tudo, o filme é do tipo bem produzido, que quer passar uma boa mensagem, que nos faz distrair, e levar pra mesa do boteco a discussão de Onde Está a Feliciade?,

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