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A Forma da Água

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Aclamado pela crítica, vencedor do festival de Veneza, indicado a nada menos que 13 Oscars. “A Forma da Água”, é dirigido por Guillermo del Toro, um aficionado por histórias de monstros e contos de fadas sombrios em que o fez conhecido no meio cinematográfico.

O longa faz referência ao “Monstro da Lagoa Negra” de 1954, mas também me fez lembrar de “A Bela e a Fera”, apesar da bela não seguir os padrões de beleza Hollywoodianos atuais e da fera não ser tão fera assim.

“A água toma a forma de seu recipiente, seja ele qual for, e, embora a água possa ser muito suave, também é a força mais poderosa e maleável do universo. O amor também é, não é? Não importa que forma damos ao amor, ele se torna aquilo, se ele homem, mulher ou criatura.” –Guillermo del Toro.

A partir dessa definição de del Toro, podemos compreender um pouco mais da trama que se passa na década de 1960, em um laboratório secreto do governo, no auge da Guerra Fria, trabalha, a solitária Elisa (Sally Hawkins) que vive presa em uma vida de isolamento, até que se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

 

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As personagens são bem elaboradas, cada uma possui seus conflitos, e são lindamente interpretadas pelos seus respectivos atores, que por sinal foram escolhidos a dedo. Destaque para Sally Hawkins, que é uma das atrizes mais respeitadas do Reino Unido. Seu extenso e impressionante corpo de trabalho foi amplamente reconhecido por alguns prêmios importantes do cinema mundial, entre eles o Oscar, do ano 2014, pela atuação em Blue Jasmine (de Woody Allen). Está extraordinária em seu papel que quase não tem falas. Elisa ficou muda por um trauma de infância e comunica-se por meio de sinais, mas é capaz de se expressar de maneira efusiva quando encontra a estranha criatura aquática que é mantida presa pelo laboratório do governo onde ela trabalha como faxineira.

Na onda do politicamente correto, o filme satisfaz as condições do Oscar, pois retrata: os latinos, os negros, os gays, um monstro que possui um bom coração, além do empoderamento feminino, uma vez que a protagonista é uma mulher que corajosamente enfrenta o sistema para fazer aquilo que acredita ser o certo.

O design de produção incluindo o cenário, a fotografia, o figurino fazem jus às indicações aos Oscars

Toda essa mistura, com direito a sapateado, musicas clássicas, samba de Carmem Miranda, homenagem a sétima arte, além de cenas fortes, nudez, violência e sexo interespécies é que se faz esse fantasioso conto de fadas repleto de dramas reais, que obviamente não é para crianças.

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Whiplash – Em Busca da perfeição

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whiplash_1Whiplash – Em Busca da Perfeição – Conta a história de Andrew (Miles Teller )um jovem, que como o próprio nome do filme diz, busca estar entre os melhores músicos bateristas do seu tempo, e se tornar, quem sabe, uma lenda do jazz assim como, Charlie Parker o foi.

Depois de muito ensaio Andrew, consegue o posto de baterista substituto na principal banda da escola de música, a qual é regida por, Terence Fletcher (J.K. Simmons). Fletcher exige muito de seus alunos, pois seu padrão é bastante alto, e para atender à expectativas prórprias e do professor, Andrew passa a se dedicar aos ensaios, de modo quase insano, prejudicando seus relacionamentos sociais e afetivos.

Fletcher tem um jeito um tanto quanto truculento de incentivar seus alunos, Em uma de suas falas ele diz que a pior expressão que existe é “bom trabalho”, então. ele utiliza de ataques pessoais e insultos aos alunos que ficam a beira de um ataque de nervos.398895.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx

Essa é uma das questões que o filme nos faz pensar, submeter alunos a humilhações e xingamentos,é realmente uma forma de se incentivar? Mesmo se for ara encontrar um novo talento como foi Charlie Parker? Até que ponto vale a pena abrir mão do convívio social, se submeter a situações degradantes, para se dedicar a um sonho?

Não é atoa queo filme Grande vencedor do Festival de Sundance em 2014, J.K. Simmons está sensacional em seu papel, e Teller mais uma vez se destaca conseguindo cativar o público.

O longa não se trata exatamente de um filme de Jazz, mas os amantes da boa música, com certeza vão gostar.

127 horas

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O longa, conta a história de Aron, que vai para as montanhas de Utha nos EUA, para ele esses montanhas já eram bastante familiares, ele até as chamava de segunda casa. Meio egocêntrico, sai de casa mas não avisa a ninguém, e não imagina o perigo que terá de enfrentar. Aron fica com o braço preso em uma rocha durante 127 horas.

Baseado em fatos reais, e também no livro Between a Rock and a Hard Place, o filme é denso, desagradável, emocionante, nos faz pensa em no que somos capazes de fazer para sobreviver.
Danny Boyle o diretor do premiado Quem Quer Ser um Milionário?, mais uma vez arrasa, é possível ver suas características, câmera na mão, flashbacks e montagens, isso sem falar da trilha sonora, as músicas fogem dos clichês do filmes de tensão, o que de certa forma é um alívio pra quem já esta se contorcendo de nervoso na cadeira… Faz jus as suas indicações ao Oscar,  Melhor Filme, Ator (James Franco), Roteiro Adaptado, Trilha Sonora, Canção Original (If I Rise) e Edição.

127 Horas, é filme de superação, é pra rever alguns princípios, conceitos, uma verdadeira lição de vida.
Estréia amanha 18 de fevereiro.
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