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Planeta dos Macacos – A Origem

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Assisti ao filme original “Planeta dos Macacos” já faz alguns anos, confesso que para mim já não causou tanto impacto, quanto causou em 1968 no seu lançamento. Mas é inegável que o filme foi um marco para época. A última cena do filme em que a é possível ver um pedaço da Estátua da Liberdade brotando da areia da praia é fantástica nos dá uma nova dimensão ao filme, nos perguntamos o que será que aconteceu para que ocorresse digamos, a revolução da evolução da ordem dos primatas.

Planeta dos Macacos – A Origem , de certa forma é também marcante para história do cinema, não exatamente pela história do filme, mas pela evolução tecnológica que ele traz. Para o filme foram utilizadas as mesmas tecnologias de captura de movimentos, do consagrado Avatar, só que aplicada ao mundo real, reconhecível, que é a cidade de San Francisco, nos dias de hoje. Então, tudo desde, os macacos, até os lugares, tinham que parecer autênticos, pois a história se baseia também na realidade, não é só ficção científica.

Para isso, filmaram-se os efeitos visuais em lugares de verdade, fora do ambiente controlado de um estúdio e isso é inédito para o cinema. Foi desenvolvido um novo equipamento portátil de captura de movimentos que pode ser usado em vários tipos de locações e pela primeira vez foi possível capturar movimentos em plena luz do sol. As expressões do macaco César, personagem principal da história são fantásticas, é possível ver em seus olhos seus sentimentos. Ele talvez seja a personagem mais humana do longa.

Falando do filme que é contato pelo ponto de vista de um animal inteligente, de qualidades humanas, capaz de elaborar estratégias, organizar e até liderar uma revolução, com quem nós espectadores, desenvolvemos uma verdadeira ligação emocional. Além de abordar outros temas como arrogância e a prepotência humana, pensamos que podemos tudo e não medimos as conseqüências.

Will Rodman (James Franco) é um cientista que trabalha em uma grande corporação da indústria farmacêutica, a Gen-Sys. Ele conduz pesquisa genética e busca desenvolver um vírus benigno que regenera tecido cerebral humano danificado. Ele está determinado a encontrar uma cura para o Mal de Alzheimer, pois seu pai, Charles (John Lithgow), sofre dessa doença.

Antes da Gen-Sys começar a fazer experiências com seres humanos para testar uma nova droga promissora e provavelmente lucrativa, a ALZ-112, os macacos que o Will usa como cobaias tornam-se muito agressivos repentinamente. A administração da empresa determina que a pesquisa fracassou e que o Will deveria abandonar a pesquisa. Em meio à confusão do cancelamento repentino do projeto, Ele se vê na obrigação de cuidar de um bebê chimpanzé, macho e órfão da cobaia mais promissora das suas experiências,. Esse jovem chimpanzé, predestinado a ser muito importante algum dia.

O que explica de forma lógica o nascimento de César, pois nos outros filmes da franquia, a relatividade entre tempo e espaço deixa a dúvida do tipo: “Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?” Pois não se sabe com certeza se César nasceu antes, ou depois da revolução, nesse filme ele nasceu antes.

Para terminar, apesar de não ter nada de extraordinário, é um bom filme, com bons efeitos visuais, tem um bom roteiro e um bom argumento, consegue explicar de forma convincente o que aconteceu, sem forçar a barra.

Assista o Trailer:

Nesse vídeo, infelizmente em inglês e sem legendas, mostra um pouco sobre a produção do filme e a captura de movimentos citada acima:

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Alguma Curiosidades sobre o filme: Retirado de Cinepop

 » Este é o segundo filme em que Andy Serkis empresta seus movimentos a um macaco, sendo a primeira em ‘King Kong’ de 2005.

 » O nome dado a mãe de César é “Bright Eyes”, devido à coloração nos olhos causada pelo vírus ALZ-112. “Bright Eyes” é o nome dado a Taylor (Charlton Heston) pelo Dr. Zira (Kim Hunter), no Planeta dos Macacos original.

 » O nome do personagem de Tom Felton é Dodge Landon, referência para Dodge (Jeff Burton) e Landon (Robert Gunner), colegas de Taylor (Charlton Heston) em ‘Planeta dos Macacos’.

 » Em uma cena, César está montando um quebra-cabeças da Estátua da Liberdade, em referência ao fim do Planeta dos Macacos original.

 » Kathryn Bigelow, Robert Rodriguez, Tomas Alfredson, Allen Hughes e Albert Hughes, Pierre Morel, James McTeigue, Dennis Iliadis e Scott Charles Stewart foram cotados para a direção.

 » Rupert Wyatt (‘The Escapist’) dirige.

 » Inicialmente intitulado ‘Rise of the Apes’ (A Ascensão dos Macacos), foi alterado para ‘Rise of the Planet of the Apes’ (A Ascensão do Planeta dos Macacos).

 » A empresa preferiu esquecer totalmente a refilmagem de 2001, dirigida por Tim Burton.

127 horas

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O longa, conta a história de Aron, que vai para as montanhas de Utha nos EUA, para ele esses montanhas já eram bastante familiares, ele até as chamava de segunda casa. Meio egocêntrico, sai de casa mas não avisa a ninguém, e não imagina o perigo que terá de enfrentar. Aron fica com o braço preso em uma rocha durante 127 horas.

Baseado em fatos reais, e também no livro Between a Rock and a Hard Place, o filme é denso, desagradável, emocionante, nos faz pensa em no que somos capazes de fazer para sobreviver.
Danny Boyle o diretor do premiado Quem Quer Ser um Milionário?, mais uma vez arrasa, é possível ver suas características, câmera na mão, flashbacks e montagens, isso sem falar da trilha sonora, as músicas fogem dos clichês do filmes de tensão, o que de certa forma é um alívio pra quem já esta se contorcendo de nervoso na cadeira… Faz jus as suas indicações ao Oscar,  Melhor Filme, Ator (James Franco), Roteiro Adaptado, Trilha Sonora, Canção Original (If I Rise) e Edição.

127 Horas, é filme de superação, é pra rever alguns princípios, conceitos, uma verdadeira lição de vida.
Estréia amanha 18 de fevereiro.
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