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Arquivo da tag: Oscar 2011

Alice no País das Maravilhas

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Esperado por fãs do mundo inteiro, Alice no País das Maravilhas, finalmente estreou no Brasil. O Filme é uma adaptação, que mistura dois livros, Alice no País das Maravilhas e Alice Através do espelho de Lewis Carroll.

Tim Burton – diretor do filme – através de sua estética própria, cenários digitais, de deixarem o queixo caído e figurinos impecáveis, reconta o que seria o retorno de Alice ao país das maravilhas. Tentando escapar de um pedido de casamento, Alice (Mia Wasikowska) mais uma vez segue o coelho branco, e volta ao mundo fantástico que está sobre poder da rainha vermelha, (Helena Bonham-Carter), Alice tem como missão derrotar o temido Jabberwocky uma espécie de dragão, e assim devolver o reino para boa rainha Branca (Anne Hathaway). Para isso ela conta com a ajuda de várias criaturas fantásticas, Chapeleiro Maluco ( Jonny Depp), do Gato de Cheshire, Coelho Branco, Lebre Maluca, e outros.

Infelizmente Burton peca em alguns aspectos, o 3D, que voltou aos cinemas como um formato relativamente novo, acaba caindo no lugar comum de atirar coisas para a platéia; em vários momentos a narrativa também perde o ritmo, assim como o roteiro de Linda Woolverton que se mostra previsível. O Elenco é constituído por bons atores, mas que não tiveram muito espaço para grandes interpretações o que também conta pontos contra.

Vale apena assistir e tirar as próprias conclusões.

Alice rebeu 3 indicações ao Oscar mas ganhou apena 1 de melhor figurino

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And the Oscar goes to… The King’s Speech (O Discurso do Rei)

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And the Oscar goes to… The King’s Speech (O Discurso do Rei)

Aclamado pela crítica, indicado a 12 Oscar e ganhador de  4 melhor ator, melhor direção, melhor filme e melhor roteiro o Discurso do Rei é sem sombra de dúvida um dos melhores filmes do ano.

O longa de Passa na Inglaterra no início da Segunda Guerra em que o rei George VI (Colin Firth) assume o trono, a pós passar por alguns conflitos, morte de seu pai e  renuncia de seu irmão mais velho, mas além desses, George VI, passa por outro não menos importante, ele é gago; Como rei é necessário que ele tenha uma boa comunicação,  o advento do rádio acaba corroborando para que ele tenha que falar ao público com mais freqüência, fazendo com que ele tenha mais força de vontade, para a curar  sua gagueira.

Sua mulher a rainha Elizabeth – interpretada por (Helena Bonham Carter), em seu papel mais sério e digamos mais “normal” dos últimos tempos, arrasa o que lhe rende a indicação ao Oscar-  é uma incentivadora na busca dessa cura, isso leva a  Lionel Logue, uma espécie de fonoaudiólogo, interpretado esplendidamente por Geoffrey Rush, indicado ao Oscar como melhor ator coadjuvante, que passa a auxiliar, utilizando meios não muitos convencionais, a principio, é rejeitado pelo rei, mas que depois, se torna muito importante a ponto de extrapolar a relação médico-paciente e se tornarem bons amigos.

Colin Firth como rei dispensa elogios, como ganhador do Oscar é desnecessário dizer que sua atuação foi perfeita, a gagueira não ficou em anda forçada, nos envolvemos com o personagem e passamos a sofrer com ele.

O roteiro também é perfeito o que justifica mais uma estatueta, muito bem amarrado, isso sem falar da direção de arte, figurinos, fotografias, a estética meio retro, os enquadramentos, o rei sempre aparece em planos frontais, e nos cantos,  gerando um certo desequlibrio e desconforto, o que torna patente, o sentimento do rei, é uma produção de fato impecável.

O Discurso do Rei é, um filme fantástico, não é moderno, nem audacioso, como os concorrentes A Rede Social e A Origem, mas em vista desses pode ser considerado um clássico. Vale a pena conferir!

 

Oscar 2011

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Todo mundo já sabe mas não podia faltar aqui, a lista de ganhadores do oscar!!
Melhor direção de arte- “Alice no País das Maravilhas”
Melhor fotografia- “A origem”
Melhor atriz coadjuvante:- Melissa Leo – “O vencedor”
Melhor curta-metragem de animação- “The lost thing”, de Shaun Tan, Andrew Ruheman
Melhor longa-metragem de animação:- “Toy story 3”
Melhor roteiro adaptado- “A rede social”
Melhor roteiro original- “O discurso do rei”
Melhor filme de língua estrangeira- “Em um mundo melhor” (Dinamarca)
Melhor ator coadjuvante- Christian Bale – “O vencedor”
Melhor trilha sonora original- “A rede social” – Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor mixagem de som- “A origem”
Melhor edição de som- “A origem”
Melhor maquiagem- “O lobisomem”
Melhor figurino- “Alice no País das Maravilhas”
Melhor documentário em curta-metragem”Strangers no more”
Melhor curta-metragem- “God of love”
Melhor documentário (longa-metragem)- “Trabalho interno”
Melhores efeitos visuais- “A origem”
Melhor edição- “A rede social”
Melhor canção original- “We belong together”, de “Toy story 3”
Melhor diretor- Tom Hooper – “O discurso do rei”
Melhor atriz- Natalie Portman – “Cisne negro”
Melhor ator- Colin Firth – “O discurso do rei”Melhor filme- “O discurso do rei”

>Biutiful

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Pura ironia Biutiful se chamar assim, o longa conta uma triste história de Uxbal, (Javier Bardem), um homem, a beira da morte, mas que tem ou teve uma vida difícil, pai de dois filhos luta para dar a ele uma vida, digamos, mais digna, separado de sua mulher, a qual sofre de transtorno bipolar. Em paralelo, outra realidade é exposta, Uxbal sobrevive, de certa forma, da exploração de trabalhos de imigrantes, senegaleses que vendem produtos falsificados nas praças, produtos fabricados pelos chineses, também imigrantes, que são explorados e vivem de forma desumana.

O diretor Iñarritu, com sua estética marginal, seus close ups, planos de detalhes riquíssimos que invadem a privacidade da personagem mostrando a fundo o drama delas, mais uma vez transpassa a dramaticidade humana. O longa é denso, um soco no estomago de quem vê, muitas cenas são incômodas, retratam de forma dura uma realidade muito ruim de ver.
Destaque para Bardem, que interpreta brilhantemente, Uxbal, ele se detém a uma riqueza de detalhe e cuidados, fazendo jus a sua indicação ao Oscar. As crianças também são brilhantes em seus papéis.

Tecnicamente, o filme é bem feito, a produção e direção de arte são cuidadosos, na concepção dos ambientes, apartamentos pequenos, sujos e com infiltrações sem contar do ambiente hostil da fabrica dentre outros, a fotografia escura meio acinzentada, e a trilha sonora criam uma atmosfera triste e depressiva.

Eu classificaria esse filme como filme de arte, não é filme para os grandes públicos,é um filme que é pra se pensar, e não para divertir. Pra quem é fã desse tipo de filme, vale a pena!   

127 horas

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O longa, conta a história de Aron, que vai para as montanhas de Utha nos EUA, para ele esses montanhas já eram bastante familiares, ele até as chamava de segunda casa. Meio egocêntrico, sai de casa mas não avisa a ninguém, e não imagina o perigo que terá de enfrentar. Aron fica com o braço preso em uma rocha durante 127 horas.

Baseado em fatos reais, e também no livro Between a Rock and a Hard Place, o filme é denso, desagradável, emocionante, nos faz pensa em no que somos capazes de fazer para sobreviver.
Danny Boyle o diretor do premiado Quem Quer Ser um Milionário?, mais uma vez arrasa, é possível ver suas características, câmera na mão, flashbacks e montagens, isso sem falar da trilha sonora, as músicas fogem dos clichês do filmes de tensão, o que de certa forma é um alívio pra quem já esta se contorcendo de nervoso na cadeira… Faz jus as suas indicações ao Oscar,  Melhor Filme, Ator (James Franco), Roteiro Adaptado, Trilha Sonora, Canção Original (If I Rise) e Edição.

127 Horas, é filme de superação, é pra rever alguns princípios, conceitos, uma verdadeira lição de vida.
Estréia amanha 18 de fevereiro.

>Bravura Indômita

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Mais um filme de Velho Oeste. Mão é o Velho Oeste dos irmãos Joel e Ethan Coen o longa inspirou-se no romance escrito por Charles Portis, e conta o drama Mattie Ross (Hailee Steinfeld), uma menina de 14 anos que vai à cidade de Fort Smith, Arkansas, com sede de justiça e tenção de reaver o corpo de seu falecido pai. Como não obtem ajuda das autoridades legias,a determinada, garota procura o agente federal Rooster Cogburn (Jeff Bridges) com aintenção de contratá-lo para ajudá-la a encontrar, morto ou vivo o assassino de seu pai. LaBoeuf (Matt Damon) também está a procura desse mesmo criminoso e junta –se a caça.

Em 1969 o livro já havia sido adaptado para as telonas o que rendeu a John Wayne, o Oscar de melhor ator interpretando o Fort Smith,
Sendo assim, podemos dizer, que o “remake” é de fato um ato de bravura, com o perdão do trocadilho uma bravura indômita, é possível ver nessa adaptação os traços característico dos Coen, o “non sense”, o humor negro, sem falar do tratamento de cores que lembra  muito o premiado Onde Os Fracos Não Tem Vez, dos mesmo irmãos.

Os aspectos técnicos são encantadores e faze jus a todas as dez indicações ao Oscar desse ano, concorre melhor Filme, Diretor, Ator (Jeff Bridges), Atriz Coadjuvante (Hailee Steinfeld), Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Edição de Som, Mixagem de Som.

Com certeza merece 5 etrelas!

http://www.traileraddict.com/emd/28343

>Cisne Negro

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Trata-se de um suspense psicológico, mas eu classificaria como drama. Ambientado no mundo do balé da cidade de Nova York, CISNE NEGRO é dirigido por Darren Aronofsky (O LUTADOR), o filme nos conduz em uma  jornada emocionante e por vezes assustadora pela psique de uma jovem bailarina cujo papel como Rainha dos Cisnes se revela estranhamente perfeito.
O filme conta a história de Nina (NATALIEPORTMAN), bailarina cuja vida, como a de todos em sua profissão, é  completamente consumida pela dança. Ela mora com a mãe, a bailarina aposentada Erica (BARBARA HERSHEY), que apoia de forma zelosa  a ambição profissional da filha. Por vezes sentimos uma pitada de crueldade em suas colocações o que explica a competição e o relacionamento conflituoso entre as duas. Quando o diretor artístico do balé Thomas Leroy (VINCENT CASSEL) decide substituir a primeira bailarina Beth Macintyre (WINONA RYDER) para a produção de abertura de sua nova temporada, “O Lago dos Cines”, Nina é sua primeira escolha. O espetáculo exige uma bailarina que possa interpretar o Cisne Branco com inocência e graça, e o Cisne Negro, que representa perfídia e sensualidade. Nina se adequa ao papel do Cisne Branco perfeitamente,  porém ela tem concorrência: uma nova bailarina, Lily (MILA  KUNIS), que também impressiona Leroy. Lily é a  personificação do Cisne Negro. À medida que as duas jovens  bailarinas transformam sua rivalidade em uma amizade conflituosa, Nina começa a ter mais contato com seu lado sombrio com uma inconseqüência que ameaça destruí-la.
A partir daí Nina vai ao encontro de si própria para interpretar o papel de cisne negro, e começa então uma série de conflitos internos, que passam por alucinações, e esquizofrenia, chegando ao ponto do espectador não saber o que é real ou não. Portman dá um show em sua interpretação, o que justifica sua indicação ao Oscar. É incrível como ela consegue interpretar de forma tão intensa e realística a bailarina Nina. Outro lado psicológico do filme muito bem trabalhado é a busca do “eu” interior. Nina precisa encontrar a sua sexualidade para chegar o cisne negro, as bailarinas sempre cercadas de espelhos remetendo à teoria de Jacques Lacan, O Estádio do Espelho em que ele fala exatamente dessa busca do eu. Passamos também por Freud na sexualidade, ou falta dela no caso de Nina, que é reprimida e infantilizada, visto pelo seu quarto em tons de rosa, abarrotado de bichos de pelúcias e também pelo modo carinhoso que sua mãe a trata – garota doce.
Continuando a terapia, tratando agora de especificidades técnicas, a fotografia do filme é fantástica, o jogo de sombras, os tons escuros transpõem a atmosfera densa e obscura. A trilha sonora  e o design de som são impecáveis  e os efeitos visuais utilizados na produção são muito bem executados, sem esquecer  da montagem e posicionamento das câmeras que constroem e dinamizam o longa de maneira bem realista, além de transparecer a fluidez do balé.
Cisne Negro  se sustenta  bem do início ao fim e merece ser visto. Sem sombra de dúvida, é um dos melhores filmes dos últimos anos. A estreia nos cinemas brasileiros é no dia 4 de fevereiro de 2011,

http://www.traileraddict.com/emd/26070

A Rede Social

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“Em uma noite do outono de 2003, o universitário de Harvard e programador genial Mark Zuckerberg senta-se em seu computador e começa, inspirado, a trabalhar em uma nova idéia. O que tem início em seu dormitório se transforma em uma rede social global que vai revolucionar a comunicação. Em apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Mark Zuckerberg é o mais jovem bilionário da história… Mas para este empresário, o sucesso traz complicações pessoais e legais. Do diretor David Fincher e do roteirista Aaron Sorkin, A Rede Social é um filme que prova que não é possível chegar a a 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos”.
Essa é a sinopse oficial do Filme  A rede social que conta a história do facebook.
Engana-se quem pensa que vai assistir uma filme “nerd”, no filme o que menos interessa é como a rede social foi criada. David Fincher, diretor dos filmes “O Curioso Caso de Benjamin Button” e de “Clube da Luta”, nos conta uma envolvente história, sobre poder, caráter e sobretudo dinheiro,
O que era pra ser uma simples vingança acaba transformando Mark Zuckerberg um dos mais jovens bilionários do mundo. Ele acaba metido  em dois processos, em um eles ele é acusado de roubo de propriedade intelectual, mas não conseguimos ficar com dó dele em momento algum, o filme de maneira nenhuma se mostra tendencioso.
Jesse Eisemberg é quem interpreta Mark Zuckerberg, uns dos criadores do facebook, e muito bem diga-se depassagem, assim como Justin Timberlake que interpreta Sean Parker um dos criadores do Napster. A trilha sono dá um tom perfeito para a trama.
Adaptado do livro “Bilionários por Acaso: a Fundação do Facebook, uma História de Sexo, dinheiro, Genialidade e Traição” de Mezrich.o filme levanta temas sobre, o tempo, a complexidade do ser humano, a realidade, a exposição e falta de privacidade que as pessoas viivem na internet sem se importar.
Para quem não tem, ou não se interessa pelo facebook, vale apena, é um bom filme!
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