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Trama Fantasma

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Reynolds Woodcock é um famoso estilista criador de vestidos, ele juntamente com sua irmã Cyril, comandam a renomada casa Woodcock, a qual veste a realeza, damas da sociedade, debutantes, estrelas de cinema… A história se passa em Londres nos anos cinquenta, Reynolds é um homem muito sistemático com as suas coisas, ele se declara solteiro convicto, sendo assim inúmeras mulheres passaram em sua vida e todas foram inspiração para suas coleções, até que Alma, uma jovem de personalidade forte, surge e desorganiza toda a sua vida.

O longa recebeu seis indicações ao Oscar 2018, melhor filme, direção, ator, atriz coadjuvante, trilha original e figurino, para esse último, fica a minha aposta para levar a estatueta, pois é de fato um  luxo.  A verdade é que todo o elenco está impecável, da mesma forma estão os enquadramentos e a fotografia, isso sem falar da trilha sonora que também é formidável.

Daniel Day-Lewis é quem dá a vida a Woodcock, em uma atuação esplêndida o filme marca o final de sua carreira, uma vez  que ele anunciou ser este seu último filme, pois resolveu se aposentar. Em 1990 ele foi o ganhador do Oscar em Meu Pé Esquerdo, 2008 ele ganhou com Sangue Negro e em 2013 com Lincoln.

Trama Fantasma é um filme a frente do seu tempo, Paul Thomas Anderson é genial, e também faz jus a sua indicação ao Oscar, ele brinca com as nossas expectativas o tempo todo, enquanto estamos a espera do clímax, ele vem com um surpreendente anticlímax. Paul, construiu uma narrativa de três horas, e teve que espremer para caber em duas, mesmo assim, o longa é ainda um pouco extenso mas isso em nada o desmerece.

É uma obra em que os sentimentos e comportamentos humanos são discutidos e apesar de fortes, são também delicados e estão a um fio de se desfiar. Vale a pena conferir.

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Três Anúncios Para Um Crime

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Três Anúncios para um Crime” (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) foi indicado a sete estatuetas para o Oscar 2018 e eleito pelo público o Melhor Filme do Festival de Toronto.

O longa conta a história de uma mãe, Mildred Hayes, e o brutal assassinato de sua filha, Angela Hayes. Desolada e com sede de justiça ela compra o espaço de três outdoors e cobra das autoridades competentes a resolução do caso, dessa forma ela enfrenta tudo e todos em sua pequena cidade de Ebbing no Estado de Missouri.

Quem interpreta Mildred é Frances McDormand, que faz jus a sua indicação ao Oscar, em uma atuação fantástica. Conseguimos sentir um turbilhão de sentimentos junto com ela. Woody Harrelson também está ótimo, ele vive o Chefe de Polícia Willoughby, que é cobrado por Mildred por sua incompetência para resolver o crime.

O filme possui um roteiro bem amarrado, cheio de surpresas e reviravoltas, em alguns momentos um toque de humor negro nos trás algum alívio cômico. A direção e a fotografia complementam de forma belíssima todo esse cenário de drama e suspense. Com certeza este  é um forte candidato a uma ou mais estatuetas.

A Forma da Água

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Aclamado pela crítica, vencedor do festival de Veneza, indicado a nada menos que 13 Oscars. “A Forma da Água”, é dirigido por Guillermo del Toro, um aficionado por histórias de monstros e contos de fadas sombrios em que o fez conhecido no meio cinematográfico.

O longa faz referência ao “Monstro da Lagoa Negra” de 1954, mas também me fez lembrar de “A Bela e a Fera”, apesar da bela não seguir os padrões de beleza Hollywoodianos atuais e da fera não ser tão fera assim.

“A água toma a forma de seu recipiente, seja ele qual for, e, embora a água possa ser muito suave, também é a força mais poderosa e maleável do universo. O amor também é, não é? Não importa que forma damos ao amor, ele se torna aquilo, se ele homem, mulher ou criatura.” –Guillermo del Toro.

A partir dessa definição de del Toro, podemos compreender um pouco mais da trama que se passa na década de 1960, em um laboratório secreto do governo, no auge da Guerra Fria, trabalha, a solitária Elisa (Sally Hawkins) que vive presa em uma vida de isolamento, até que se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

 

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As personagens são bem elaboradas, cada uma possui seus conflitos, e são lindamente interpretadas pelos seus respectivos atores, que por sinal foram escolhidos a dedo. Destaque para Sally Hawkins, que é uma das atrizes mais respeitadas do Reino Unido. Seu extenso e impressionante corpo de trabalho foi amplamente reconhecido por alguns prêmios importantes do cinema mundial, entre eles o Oscar, do ano 2014, pela atuação em Blue Jasmine (de Woody Allen). Está extraordinária em seu papel que quase não tem falas. Elisa ficou muda por um trauma de infância e comunica-se por meio de sinais, mas é capaz de se expressar de maneira efusiva quando encontra a estranha criatura aquática que é mantida presa pelo laboratório do governo onde ela trabalha como faxineira.

Na onda do politicamente correto, o filme satisfaz as condições do Oscar, pois retrata: os latinos, os negros, os gays, um monstro que possui um bom coração, além do empoderamento feminino, uma vez que a protagonista é uma mulher que corajosamente enfrenta o sistema para fazer aquilo que acredita ser o certo.

O design de produção incluindo o cenário, a fotografia, o figurino fazem jus às indicações aos Oscars

Toda essa mistura, com direito a sapateado, musicas clássicas, samba de Carmem Miranda, homenagem a sétima arte, além de cenas fortes, nudez, violência e sexo interespécies é que se faz esse fantasioso conto de fadas repleto de dramas reais, que obviamente não é para crianças.

O rei do show

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O Rei do Show, conta a história de P.T. Barnum, o criador do circo como conhecemos hoje. Barnum (Hugh Jackman – Os Suspeitos) é um sonhador de origem humilde, aspira para sua família uma vida diferente da sua, e não mede esforços para realizar o seu sonho, assim ele se revela como um  lendário empreendedor do ramo de entretenimento. Obstinado, ele consegue tudo o que sonha, mas essa mesma obstinação coloca em risco suas próprias conquistas.

A história se passa no século XIX, mas a estética do filme, exceto pelo cenário, em nada remete a época, o visual, efeitos, musicas e edição são bem modernos e a dinâmica nos faz lembrar dos videoclipes atuais. Mas isso não compromete o filme, pelo contrário, as musicas, especialmente compostas para o filme, e as coreografias são o ponto alto do longa.

Feito para agradar a todos a obra é bem popular, assim como na história contatada o filme é feito para agradar as massas e levanta temas como, aceitação e inclusão das diferenças, racismo, romance proibidos, amor ao dinheiro. Apesar dos clichês,  é um forte candidato ao Oscar 2018.

 

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