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Assassinato no Expresso Oriente

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Acredito que a grande maioria dos leitores conhece ou já ouviu falar de Arthur Conan Doyle e sua mais famosa criação, o detetive Sherlock Holmes. Mas já ouviram falar de Agatha Christie e de sua maior criação, o detetive Hercule Poirot? Saiba que ele não fica devendo nada ao Sherlock Holmes, inclusive, considera-se até superior a ele, quando declara em seu mais novo filme que é o melhor detetive do mundo.

Escrito por Agatha Christie, uma das autoras que mais venderam na estória de literatura mundial, Assassinato no Expresso Oriente, é uma das suas obras mais conhecidas, e pela segunda vez é adaptado para o cinema. O clássico de 1974 foi dirigido por Sidney Lumet e contava com grandes nomes do cinema tais como Albert Finney (Hercule Poirot), Lauren Bacall, Sean Conery, Ingrid Bergman, Vanessa Redgave, e Richard Widmar.

O novo longa, que tem roteiro de Michael Gren (Blade Runner 2049), conta também com um elenco de primeira, começando com Kenneth Branagh (Hercule Poirot) que também é o diretor, Michelle Pfeiffer (Batman, O Retorno), Johnny Depp (Piratas do Caribe), Daisy Ridley (Star Wars), Willen Dafoe (Homem Aranha), Judi Dench (007), Penélope Cruz (Piratas do Caribe), e traz uma versão um pouco mais leve que a versão anterior.

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Mais leve e menos denso que o anterior, o filme mostra Hercule Poirot investigando a morte misteriosa de um dos passageiros de um trem de luxo, e que nos leva à famosa e tradicional pergunta: – Quem matou?

A direção de arte recria com esmero o interior do luxuoso trem de passageiros, e os figurinos bem elaborados e elegantes chamam a atenção. A direção de fotografia é belíssima e traz ângulos e enquadramentos que se destacam. A atuação dos atores em alguns momentos é rasa e observa-se a necessidade de delinear e desenvolver melhor os personagens para alcançar o clima de mistério que este tipo de filme requer. Quem se destaca é Michelle Pfeiffer que encarna bem seu personagem em uma interpretação soberba e que é fundamental para a trama. Graças a Deus, Johnny Deep, que mesmo se esforçando ainda é ator de um só papel, entra e sai rapidinho.  Como sou um purista, senti falta de um pouco mais do clima de mistério que o livro e a versão anterior trazem.

A direção de Branagh cria um rítmico muito rápido e dinâmico que faz o longa perder um pouco da carga de mistério, contradições e reviravoltas que fazem o espectador se prender à cadeira neste tipo de filme.  Mas se você quer se divertir um pouco e tentar bancar o detetive, vá assistir, e aguarde, que em breve teremos mais. O final deixa isto bem claro. Morte sobre o Nilo vem aí.

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por Álvaro Machado

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O conselheiro do crime

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conselheirodocrime_2O que você esperaria de um filme com um Elenco desses: Michael Fassbender, Javier Bardem, Brad Pitt, Cameron Diaz, Penélope Cruz, e ainda com Ridley Scott dirigindo? Filmaço né?

Vamos começar pela sinopse:  Um advogado (Fassbender) se une ao traficante Reiner (Javier Bardem) para vender uma carga de US$20 milhões em cocaína, mas claro que a trama sai do controle e o advogado se envolve em uma história de mortes e traições.

O filme começa com uma cena de amor linda e delicada entre o Doutor advogado (Fassbender) e a Laura (Cruz), destaque para a fotografia dessa cena.  Até aí estamos indo bem…

O Doutor apaixonadíssimo compra um senhor diamante, para fazer um anel de noivado para sua amada, supõe-se, então que ele tem muito dinheiro, daí ele recebe uma proposta indecorosa de Reiner (Bardem) para participar de um golpe milhonário e criminoso que pode lhes render 20 milhões. Não sabemos porém ao certo que motivações o levam a aceitar tal proposta, nao se sabe se é por pura ganância, ou porque de fato ele precisa desse dinheiro uma vezque em outro momento do filme ele aparece atendendo uma cliente que nao tem 400 doláres para tirar o filho da cadeia.

Reiner é um milionário excêntrico e casado com Malkina (Diaz), que é de certa forma misteriosa mas aparentemente é uma mulher fútil, que entende de diamantes, e tem dois guepardos como animais de estimação.

Brad Pit vive Westray ele é o intermediador do “negócio” e é ele quem aconselha o Doutor sobre os riscos do golpe. Mesmo ciente que está entrando num caminho sem volta, o Doutor resolve então arriscar mal sabia ele que arriscaria também sua felicidade.

Difícil mesmo é falar quem está pior em seu papel, Penélope não convence como mocinha, Diaz não convence como vilã, Bardem está caricato e perdido, Brad Pit nem parece o Brad Pit, apesar de seu papel  possuir alguma relevância na trama. Quem está melhor mesmo é o Fassbender. As personagens não tem profundidade nenhuma, a única coisa que conhecemos a fundo é o diamante que o Doutor comprou, que por sinal é bem detalhado…

O roteiro de Cormac McCarthy (autor do romance “Onde os Fracos Não Têm Vez”, que deu origem a excelente película homônima dos irmãos Cohen) é muito fraco, cheio de furos e incoerências e muitas pontas soltas,  em que o espectador fica perdido, sem falar das cenas bizarras de degolas e a “épica” cena de sexo de Diaz com um carro esportivo ( veja bem eu disse com o carro e não no carro) totalmente desnecessária, apesar de não ser exatamente explícita, é como o próprio personagem de Bardem diz, “ginecológica de mais para ser sexy, tipo peixe cascudo no vidro” (tenso). Diálogo também desnecessário. Talvez o roteirista queria dar um “alívio cômico”, além dessa existem outras cenas de humor e humor negro, meio sanguinolento, a la Tarantino, mas nem se compara.

Fiquei estarrecida quando o filme acabou, como pode Ridley Scott, aquele mesmo do “Blade Runner” um dos melhores filme que já vi, pois é bom em todos os aspectos, fazer um filme desses: E pior como atores desse gabarito, aceitaram fazer esses papéis higiênicos (pra não falar de merda), que ficarão marcados nas carreira deles?  Framboesa de ouro já  tem seu pior filme,  pelo conjunto da obra.

Em resumo o filme é um desperdício, de dinheiro, talentos e tempo.

Não vale a pena assistir nem o filme pirata.

Filmaço né? Só que não!


Para Roma com Amor

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Para Roma com Amor é um filme de comédia caleidoscópica filmada em uma das cidades mais encantadoras do mundo. O filme nos coloca em contato com um reconhecido arquiteto americano revivendo sua juventude; um simples romano de classe média que de repente se transforma na maior celebridade de Roma; um jovem casal provincial cheio de encontros e desencontros românticos; e um americano diretor de ópera procurando colocar um agente funerário cantando no palco.

O conhecido arquiteto John (Alec Baldwin) está de férias em Roma, onde ele viveu em sua juventude. Andando no seu antigo bairro ele encontra Jack (Jesse Eisenberg), um jovem não muito diferente de si mesmo. Como ele observa Jack se apaixonar por Monica (Ellen Page) John revive um dos episódios mais romanticamente dolorosos de sua vida.

 No mesmo momento, o aposentado diretor de ópera Jerry (Woody Allen) voa para Roma com sua esposa Phyllis (Judy Davis), para encontrar a filha (Alison Pill) que acaba de ficar noiva de um italiano, Michelangelo (Flavio Parenti). Jerry fica espantado ao ouvir o pai de Michelangelo, Giancarlo (renomado tenor Fabio Armiliato) cantar enquanto se ensaboa no chuveiro. Convencido de que o talento de Giancarlo não pode ser mantido oculto, Jerry embriaga-se com a oportunidade de promover Giancarlo e rejuvenescer sua carreira.

Leopoldo Pisanello (Roberto Benigni) por outro lado é um cara extremamente chato, que acorda uma manhã e encontra-se um dos homens mais famosos na Itália com muitas perguntas sem resposta. Logo os paparazzi perseguem cada movimento seu e até a rotina mais simples vira um grande acontecimento. Como Leopoldo percebe as seduções de ser o centro das atenções, ele gradualmente percebe o custo da Fama.

Enquanto isso, Antonio (Alessandro Tiberi) chega de províncias próximas à Roma na esperança de impressionar seus parentes ricos com sua nova esposa Milly (Alessandra Mastronardi) para que ele possa obter um trabalho na grande cidade. Através de mal-entendido e cômico acontecimento o jovem casal se desencontra e Antonio acaba apresentando uma estranha como sua esposa (Penélope Cruz), enquanto Milly é envolvida pelo lendário astro de cinema italiano Luca Salta (Antonio Albanese).

Enquanto Roma é uma cidade abundante com romance e comédia, para Roma Com Amor de Woody Allen é sobre as pessoas tendo aventuras que irão mudar suas vidas para sempre.

Em resumo é um bom filme, como sempre é em seus filme, Allen, usa algumas referências que para entendê-las é preciso entender um pouco de cultura, para não perder as piadas. As músicas do filme também são bem legais, bastantes óperas e standards italianos, dentre elas Volare, de Domenico Modugno. O Elenco é de peso, mas a verdadeira protagonista é Roma, (semelhante ao seu últmo filme Meia Noite em Paris) com suas paisagens belíssimas, estão lá a Piazza di Spagna, o Coliseu, o bairro boêmio de Trastevere; cidade que não envelhece.

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas

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Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas nada tem haver com os outro três filmes anteriores, agora temos uma nova história em que o Capitão Jack Sparrow, tem mais uma missão, achar a Fonte da Juventude. Se tratando de Piratas do caribe nada é tão simples como parece, Sparrow só começa a jornada por que reencontra uma mulher de seu passado, a bordo do navio do Barba Negra, o seu maior rival. Para chegar na fonte a jornada é longa.  além da juventude eternar a trama levanta questões de verade, traição e legado, além de passar por caça a sereias….

Não é tão bom quanto o primeiro filme da série, mas também não é ruim… Para um filme mediano, que foi visto por mais de 1 milhão de pessoas somente no seu primeiro fim de semana, isso só aqui no Brasil,  e  faturou cerca de R$ 13,1 milhões, nesse período, não é nada mal.

O Diretor Gore Verbinski, se perdeu um pouco pois quis que o filme fosse levado mais a sério, retirou as cenas mais comicas e as substitui por cenas  mais pitorescas. o que, de certa forma, comprometeu um pouco o filme que ficou mais sisudo, adulto e sério. Mas algumas cenas de Sparrow continuam bem divertidas.

 Jonny Depp continua fantástico como o protagonista do filme, e agora contracena com Penélope Cruz, que só teve oque acrescentar na trama, e brilhou tanto quanto Depp. O restante do elenco continua muito bem, Geoffrey Rush como Capitão Barbossa, Ian McShane como Barba Negra. Até Keith Richards retorna, como o pai de Sparrow, em uma agitada e divertida seqüência que abre a aventura.  

Longa não apresenta nenhuma novidade, o 3D também não agrega nenhum valor a mais. Não chega a ser um decepção para os fãs, mas também nao é algo que irá surpreendê-los

 *Obs: Após o término dos créditos, há uma engraçada cena extra.

 

 

 

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