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Star Wars: Episódio I – Ameaça Fantasma 3D

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A moda do 3D veio pra ficar. Depois de Avatar assumir o posto de maior bilheteria da história do cinema mundial, com US$ 2,7 bilhões de faturamento, boa parte dos grandes lançamentos decidiu adotar a nova tecnologia como forma de ganhar um pouco mais nas bilheterias e conquistas a atenção do espectador, que é o caso da franquia de Star Wars.

Um dos maiores responsáveis pelo sucesso repentino do 3D é James Cameron, diretor do filme Avatar; Um dos seus méritos na produção foi desenvolver uma câmera na qual é possível acompanhar, em tempo real, o resultado obtido por cada uma das lentes já em 3D. A partir de então uma enxurrada de filmes começaram a ser convertidos às pressas, sem nenhum planejamento, o que de fato, está matando a qualidade da nova tecnologia e pode significar, em muitos casos um tiro no pé da indústria. O Fúria de Titãs, Alice no País da Maravilhas, dentre muitos outros, são exemplos de alguns filmes que foram convertidos 2D para 3D e o resultado não agradou muito ao público.

A explicação é simples: sem planejamento, o 3D perde o sentido. Quando um filme ou uma imagem é planejada para ser criada em três dimensões existe um propósito maior por trás disso. Trata-se da linguagem do filme, ou seja, a maneira escolhida pelo diretor para mostrar uma determinada cena. Isso inclui posicionamento de câmera e a composição da cena, de forma que os elementos em primeiro plano se sobressaiam nesta nova dimensão, criando uma sensação de profundidade maior e, consequentemente, o espectador veja tudo em 3D.

Quando um filme é convertido o que acontece nada mais é do um ofuscamento da camada de fundo (ou segundo plano) em prol do primeiro plano. Com isso, as imagens que estão à frente em uma cena são ressaltadas criando uma sensação similar ao efeito 3D. Ou seja, se a imagem não for planejada com antecedência em 3D, o resultado final estará longe do ideal. Embora os resultados possam ser consideravelmente satisfatórios, como no caso de Star Wars : Episódio I, ainda não há como substituir ou reproduzir fielmente uma imagem que seja filmada completamente em 3D.

O processo adotado na conversão de imagens se dá da seguinte maneira: A imagem é duplicada e o primeiro plano ganha maior destaque. Já o segundo plano ganha um leve desfoque. O resultado final é uma imagem com maior sensação de profundidade de campo, mas nem sempre alta qualidade de definição.

A diferença á atenuada em imagens criadas em computaçao gráfica -CGI. No entanto, imagens filmadas normalmente são muito mais complexas e mesmo com toda a tecnologia disponível ainda assim o resultado não é o ideal -os mais detalhistas perceberão imagens com pouca nitidez e leves deformações. Na era da conversão de 2D para o 3D quem acaba se saindo melhor são as animações e os games. A explicação é simples: tanto os jogos quanto as animações são desenvolvidas inteiramente no computador, com a maior parte do processo ocorrendo sem a necessidade de captação de imagens.

No caso de Star Wars episódio I, algumas cenas são dessa forma, os cenário são virtuais o que favoreceu a conversão. Por se tratarem de imagens tridimensionais, ampliar ou reduzir os efeitos de profundidade de campo fica mais fácil, e necessita de menos correções do que o sistema adotado para conversão de imagens reais. O resultado final para os menos exigentes pode parecer satisfatório, mas ao meu ver, é muito aquém do esperado. Mais uma vez o problema aqui é a linguagem. De nada adianta ver uma sequência em 3D forçada. O ideal é que o efeito tridimensional tenha um propósito, caso contrário pode causar o efeito contrário, distraindo o espectador ao invés de prender a sua atenção.

A seqüência de filmes Star Wars, episódios I, II e III, por si só são um tanto quanto polêmicas, pois ficaram muito aquém, da trilogia inicial. No caso Específico do episódio I, o problema maior em relação o filme em sí, sua trama, seu enredo, é que, apesar de explicar bem o ínicio de tudo, os atores não tiveram espaço para desenvolver seus personagens. Algumas figuras importantes como o vilão Darth Maul, quase não aparece, não possui uma única fala. Dessa forma somo incapazes de desenvolver qualquer sentimento por ele, assim como Qui-Gon Jinn e seu aprendiz Obi-Wan Kenobi. Qui-Gon é morto, mas não consegue com que construíssemos um vínculo emocional muito grande por ele, e Kenobi, fica literalmente em segundo plano, como se seu personagem fosse do tipo secundário ao longo da franquia…

Falando do visual do filme, o longa possui imagens espetaculares, o cenários deslumbrantes,  as cenas como a corrida de pod racers e a invasão de Naboo pelas tropas do exército da Federação de Comércioos são fantásticas. Os efeitos especiais foram, realmente, dignos de Oscar.

Para os Fãs o que vale é a oportunidade de rever toda a saga nos cinemas, uma vez que toda franquia será relançada em  ordem cronológica,  além de ser também uma boa diversão.

Informaçoes sobre o 3D foram retiradas de  TecMundo  de forma adaptada.

http://himidia.vflow.tv/static/white/swf/newplayer.swf?idContent=5159&playAuto=false&base_url=http://himidia.vflow.tv/

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Capitão América – O Primeiro Vingador

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O ano é 1941, e o mundo está sendo destroçado pela Segunda Guerra Mundial. Depois de tentar por diversas vezes se alistar no Exército americano para fazer sua parte lutando nas Forças Aliadas, Steve Rogers, um jovem rapaz de apenas 40 quilos, é aceito para participar em um programa experimental que o transforma no supersoldado o Capitão América. Essa é a sinopse que contextualiza o filme.

Confesso que o filme superou minhas expectativas, e não me espanta em nada ele ter batido Harry Potter 7 .2  nas bilheterias do final de semana passado nos EUA.  O longa é de fato muito bom, tem enredo, e não é do tipo que se preocupou apenas com com os efeitos visuais/especiais, o filme explora bem o lado humano das personagens.

Falando dos aspectos técnicos, os efeitos de computação gráfica são bem legais, as cenas em que Steve Rogers (Chris Evans) franzino (são todas digitais) e as cenas de ação com explosões são muitos boas. A direção de Joe Johnston é muito bem resolvida, ele dá o tom certo, e mescla a ação com o lado humano, passando também esperança, em fim uma mensagem para o bem, diferente desses filmes vazios de hoje em dia.

O elenco está muito bem, Stanley Tucci está ótimo como médico responsável pela transformação de Steve Rogers, temos também Tomy Lee Jones como o Coronel Chester Phillips, Dominic Cooper, no papel de Howard Stark. Isso sem falar do bonitão  Chris Evans no papel principal surpreendente, nem parece o mesmo de O Quarteto Fantástico.

O filme passou pelo desafio grande de conquistar o público. Sabemos que o Capitão América foi criado pós segunda guerra mundial, totalmente voltado ao patriotismo americano, então o longa precisava seguir uma linha extremamente tênue para não gerar nenhuma antipatia das pessoas, creio conseguiu. Apesar de não ter como fugir do nacionalismo americano, o filme é muito mais que isso, e também não é nada exatamente incômodo para o espectador. Eu vi mesmo como uma contextualização.

Em resumo, é um ótimo filme, arrisco dizer que no quesito adaptação de quadrinhos, ele é tão bom quanto o X-man Primeira Classe   .

Ps: Vazou na net a cena do pós créditos é possível vê-la (numa qualidade muito ruim, e sem legendas) neste link aqui: http://youtu.be/5pRzz7L_NnQ

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