Dani (Selton Mello) é um agente especial da Polícia Federal, integrante da equipe do delegado Vital (Carlos Alberto Riccelli). Acompanhados de dois homens do grupo de elite do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, eles investigam e vão à caça de Carlos Beque Batista (Eduardo Dusek), responsável por colocar a cidade de Brasília na rota do tráfico internacional de cocaína.
Essa sinopse te lembra alguma coisa? Não? E policiais vestidos de preto? E presos torturados com saco plástico na cabeça? Oficial negro novato? E chefe com esposa grávida? Lembrou agora?
Não, senhores, não estamos falando de Tropa de Elite, e sim de Federal. Tem épocas que o cinema lança alguns modismos, é comum encontrarmos filmes com o mesmo tema lançados ao mesmo tempo. Agora, aqui no Brasil o gênero policial é moda. Policiais corruptos, traficantes, drogas e tiros estão em alta.
O problema é que Federal, demorou quatro anos pra ser concluído, tinha baixo orçamento, e ficou dependendo dos editais de leis de incentivo pra ser terminado, e acabou sendo lançado agora junto com o Tropa de Elite 2. As semelhanças são tantas que comparações são inevitáveis, se é que se pode comparar um com o outro..
Federal não se sustenta, é muito superficial, abusa dos clichês, poucos diálogos, muitos tiros e a tentativa de desenvolver o perfil dos personagens é totalmente inútil, não se aprofunda, assim como todos os temas levantados. Salvo Selton Melo, isso serve também para a atuação dos atores, o ator norte-americano Michael Madsen de ‘Kill Bill 1 e 2, faz uma participação especial – especialmente péssima diga-se de passagem.
O problema do cinema brasileiro é de fato federal.